SUV médio ainda é líder de mercado mesmo após 10 anos em linha, mas receberá plataforma nova e até versão elétrica
O Jeep Compass de segunda geração irá completar 10 anos de produção no Brasil em setembro de 2026 e segue como SUV médio mais vendido do país. Mesmo com a chegada de muitos concorrentes diferentes, principalmente os chineses eletrificados, a Stellantis irá lançar a próxima geração apenas em 2028.
A próxima atualização que teremos no Jeep Compass nacional será a adoção do sistema híbrido leve de 48 volts junto do motor 1.3 turbo flex. Segundo o portal Autos Segredos o lançamento dessa novidade foi adiado para o segundo semestre de 2026.
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Essa eletrificação já está presente nos irmãos Renegade e Compass. O híbrido leve de 48 volts utiliza um motor elétrico de 15,2 cv e 6,6 kgfm no lugar do alternado e do motor de arranque, que auxilia o 1.3 turbo com uma força extra em algumas situações e pode reduzir o consumo em até 9,4%.
Além disso, o Jeep Compass híbrido leve terá isenção de IPVA em seis estados e fica de fora do rodízio de veículos em São Paulo (SP). Fora essa mudança, o SUV seguirá como conhecemos.






Mas como fica a nova geração? Existem muitas especulações na internet, incluindo algumas de manter a plataforma atual e mudar apenas o estilo. As fontes do jornalista Marlos Ney Vidal, editor do portal Autos Segredos, apontam que a fábrica de Goiana (PE) irá produzir a nova geração do Jeep Compass a partir de 2028 na moderna plataforma STLA Medium.
O SUV médio será responsável por trazer essa arquitetura ao Brasil, que será usada futuramente nos sucessores do Jeep Commander, da Fiat Toro, da Ram Rampage e de um possível Peugeot 3008 nacional. Essas novidades estão programadas para chegar até 2030.
O novo Jeep Compass é chamado internamente de projeto J4U. O modelo nacional será sempre eletrificado, com opções de motorização híbrida leve de 48 volts, híbrida plug-in e elétrica.
Na Europa e nos EUA o Compass utiliza uma versão atualizada do motor 1.6 turbo THP, que foi usado aqui pela Peugeot e pela Citroën. No Brasil será adotado o 1.3 turbo flex GSE, que já move a geração atual e outros modelos nacionais da Stellantis.
Outra mudança mecânica é que seguiremos com o câmbio automático Aisin de seis marchas no modelo híbrido leve, enquanto na Europa é adotada uma caixa de dupla embreagem. Já o modelo híbrido plug-in terá o câmbio de dupla embreagem seca e bateria de 17,9 kWh.
O modelo que chegará mais tarde, em 2030, será o elétrico. Essa versão tem bateria de 73,7 kWh.
O que ainda está no ar é se o modelo esportivo Blackhawk terá continuidade. O Jeep Compass de terceira geração produzido nos EUA pode receber o 2.0 turbo Hurricane de nova geração, que pode trabalhar em ciclo Miller e rende 337 cv.




A nova geração do Jeep Compass adota um visual mais quadrado e parrudo que a atual, remetendo ao novo Cherokee. A linha de cintura ficou mais reta e todas as colunas são pretas, para dar um efeito melhor de teto flutuante.
O porte está maior e mais próximo dos rivais chineses, medindo 4,55 metros de comprimento, 1,92 m de largura, 1,67 m de altura e 2,79 m de entre-eixos. O vão livre é de 22 cm.
Isso melhorou o espaço interno e também o porta-malas, que será de 550 litros. O banco traseiro passou a ser tripartido, com divisão 40:20:40. Na cabine também existem 34 litros de espaço somando o volume de todos os porta-trecos.
O painel do novo Compass segue com o estilo atual de linhas mais horizontais e com a central multimídia no topo em destaque. O conjunto de botões do ar-condicionado foi reduzido, mas possui atalhos para as principais funções. O botão do volume também foi mantido.
No console está o seletor rotativo do câmbio, ficando alinhado com os irmãos maiores. Ele fica junto do seletor de terreno que virá apenas nas versões com trçaão nas quatro rodas.
Com todas essas melhorias o novo Jeep Compass estará mais preparado para enfrentar os rivais chineses que estão chegando ao Brasil. E também cederá uma arquitetura moderna para modernizar a gama da Stellantis.