GWM Poer ganhará sistema híbrido a diesel no ano que vem, com melhora de até 30% no consumo

ecnologia em desenvolvimento há seis anos terá versões plug-in e promete reduzir em até 30% o consumo de combustível em mercados voltados ao off-road

A GWM está desenvolvendo uma tecnologia híbrida a diesel há seis anos e prevê estreia global a partir de 2027 (Foto: GWM | Divulgação)
Por Júlia Haddad
Publicado em 11/05/2026 às 12h00

A GWM confirmou que lançará seus primeiros veículos equipados com sistemas híbridos a diesel a partir de 2027. A tecnologia, em desenvolvimento pela montadora chinesa há cerca de seis anos, contará com variantes híbridas plenas (HEV) e plug-in (PHEV), tendo a China e a Austrália como os primeiros mercados a receberem a novidade.

De acordo com Nicole Wu, diretora de tecnologia da montadora entrevista ao site australiano Drive.au, a eletrificação do ciclo diesel é estratégica para segmentos de picapes e SUVs de grande porte, onde a demanda por torque elevado é constante. A executiva ressaltou que o auxílio elétrico é fundamental para mitigar as emissões de óxidos de nitrogênio (NOx) e material particulado, dois dos principais entraves regulatórios desse tipo de motorização na atualidade.

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Os novos conjuntos serão integrados aos propulsores 2.0 e 2.4 turbodiesel já utilizados pela marca — incluindo a picape Poer, comercializada no Brasil — e também a um futuro motor 3.0 V6. Nas versões plug-in, a GWM adotará a arquitetura Hi4-T de tração integral, sistema que já equipa modelos eletrificados a gasolina como o Tank 300 e o Tank 500.

Um dos expoentes da nova linha será justamente o Tank 500. Na configuração híbrida plena com motor 2.4 turbodiesel e bateria de 1,71 kWh, o SUV entrega 197 cv e 51,0 kgfm, superando os 184 cv e 48,9 kgfm da versão convencional. O sistema utiliza uma transmissão híbrida dedicada (DHT) de nove velocidades para otimizar a entrega de força.

Segundo projeções da fabricante, a transição para o diesel eletrificado permite acelerações até 40% mais ágeis em comparação aos modelos tradicionais. No campo da eficiência, a expectativa é de uma redução no consumo de combustível situada entre 15% e 30%, dependendo do ciclo de condução e da carga da bateria.

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