Modelo que serviu de vitrine tecnológica desde 2022 sai de cena nos EUA enquanto montadora prepara estreia da arquitetura Neue Klasse
A BMW confirmou o encerramento das vendas do SUV elétrico iX no mercado dos Estados Unidos. Lançado em 2022 como o principal estandarte tecnológico da marca bávara, o modelo deixa o catálogo norte-americano após quatro anos de comercialização, marcando a transição da fabricante para a arquitetura dedicada Neue Klasse.
A decisão reflete a estratégia da BMW de substituir modelos baseados na plataforma flexível CLAR — compartilhada entre veículos a combustão e elétricos — por uma base exclusiva para propulsão a bateria. O sucessor do iX utilizará a sexta geração do sistema eDrive, que prevê ganhos em eficiência energética e densidade de carga em relação ao conjunto atual. Na versão topo de linha M60, o utilitário entrega 619 cv.
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Embora tenha cumprido o papel de veículo de imagem ao introduzir o sistema operacional iDrive 8 e uma nova linguagem estética, o iX registrou uma trajetória de declínio nos emplacamentos. O modelo atingiu seu ápice comercial nos EUA em 2023, com 17.301 unidades licenciadas. No período subsequente, o volume recuou para 15.383 em 2024 e fechou o ano de 2025 com 12.587 exemplares comercializados.
No primeiro trimestre de 2026, a retração tornou-se mais aguda. Com apenas 1.788 unidades vendidas entre janeiro e março, o SUV registrou uma queda de 50,7% em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior. Analistas de mercado indicam que o anúncio da plataforma Neue Klasse gerou um represamento da demanda, com consumidores optando por aguardar a renovação tecnológica completa da marca, prevista para os próximos meses.

Apesar da retirada do mercado norte-americano, a produção do iX permanece ativa na fábrica de Dingolfing, na Alemanha, para suprir a demanda em regiões da Europa e Ásia. A BMW não estabeleceu um prazo para a descontinuidade global do utilitário, mas a expectativa é que o portfólio elétrico seja integralmente renovado até o final de 2027. O encerramento das operações nos EUA serve como o primeiro passo no cronograma de transição da montadora para a sua segunda geração de veículos elétricos modernos.