Chefão da Stellantis vai reposicionar Citroën e Peugeot no Brasil; Fiat ficará entre elas

Herlander Zolla, à frente das operações da Stellantis no país e na América do Sul, quer aumentar rentabilidade das marcas francesas no mercado

Hoje, Peugeot não apresenta bom volume de vendas no mercadod brasileiro (Foto: Pedro Bicudo | Peugeot | Divulgação)
Por Fernando Calmon
Publicado em 18/07/2026 às 17h00

O avanço célere das montadoras chinesas no Brasil e em outros países tem justificativas na própria China. O maior mercado doméstico do mundo, com mais de 31 milhões de automóveis e comerciais leves em 2025, elevou a concorrência interna ao nível predatório e a ordem do governo autocrático foi exportar com ajuda de subsídios. A escalada do conjunto de 16 marcas da China à venda hoje somou, no primeiro semestre de 2026, mais que a participação da líder geral Fiat, segundo a consultoria Bright.

Herlander Zola, que está à frente das operações da Stellantis no país e na América do Sul desde outubro do ano passado, afirmou a jornalistas em Belo Horizonte (MG), semana passada, que a estratégia atual é de reposicionamento das duas marcas francesas do grupo para assegurar rentabilidade.

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Zolla não estabeleceu metas de participação, mas vai colocar a Peugeot um pouco acima e a Citroën um pouco abaixo da Fiat no mercado nacional. Haverá complementariedade como estratégia, sempre em harmonia com a demanda interna e a livre escolha da rede de concessionárias.

Marcas chinesas

Quanto aos acordos para incluir parcerias de marcas chinesas, as relações estão consolidadas com a Leapmotor, inclusive a produção em Goiana (PE), em 2027, no regime CKD (veículos completamente desmontados) dos modelos elétricos B10 e C10 (este último também com alcance estendido por motor-gerador a combustão para deslocamentos longos sem preocupação com recargas). Stellantis tem 51% das ações da divisão internacional da Leapmotor.

No caso da Dongfeng, há cautela por parte da Stellantis já que a marca chinesa está em conversação com a Nissan, cuja fábrica em Resende (RJ) foi inaugurada em 2014. Zola garantiu: “Não serão possíveis duas operações no Brasil. Ou uma ou outra.”

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