Prejuízos forçam plano estratégico "Back to the Bricks"; foco é restaurar a força da fabricante, aumentando drasticamente seus números e lucros
A Harley-Davidson anunciou o plano estratégico “Back to the Bricks”, na última terça-feira (5). Segundo comunicado, a fabricante tem como objetivo uma reestruturação completa em sua estratégia de mercado. Tudo tem o objetivo de restaurar os volumes de comercialização, lucros e os valores da clássica marca de motos dos Estados Unidos.
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A médio prazo, a Harley-Davidson também tem como alvo:
Tendo definido a indústria de motocicletas por mais de 123 anos, a Harley-Davidson continua sendo uma das marcas mais icônicas e respeitadas do mundo”, disse Artie Starrs, presidente e CEO da Harley-Davidson. “O programa Back to the Bricks se baseia em nossos principais pontos fortes e vantagens competitivas, aproveitando a paixão de nossos motociclistas para gerar crescimento lucrativo para a empresa, nossos concessionários e acionistas. Este próximo capítulo na evolução da Harley-Davidson já está em andamento, e o impulso inicial reforça nossa confiança nas significativas oportunidades que temos pela frente. À medida que avançamos para esta nova fase de crescimento, permanecemos comprometidos com o artesanato e a dedicação que definem nossa marca, enquanto entregamos valor significativo para a empresa, tanto para nossos motociclistas quanto para nossos concessionários e acionistas.”
A nova estratégia de reestruturação da Harley-Davidson também tem cinco pilares. O primeiro reforça o valor da marca e das receitas diversificadas. O segundo mira diretamente a rede de concessionárias, considerada estratégica, com ações para dobrar a lucratividade desses parceiros já em 2026 e repetir o avanço até 2029.
Outro foco está na recuperação de participação de mercado em áreas nas quais a fabricante já possui presença consolidada, como motocicletas novas e usadas, além de peças, acessórios e vestuário. A estratégia busca ampliar volumes nessas categorias, apoiada em escala e reconhecimento da marca.

Fora as estratégias e objetivos da fabricante, o que mais chamou atenção no anúncio foi o próprio nome da estratégia, que sugere o retorno às origens da marca junto a propostas de melhores comercializações. Ou seja, motos mais baratas e, quem sabe, antigos projetos de baixo custo que foram deixados de lado com o sucesso da fabricante apareçam no line up brasileiro.
A saída do modelo foi motivada pela alta do dólar e demais empecilhos de importação e comercialização causados pela pandemia da Covid-19.
A estratégia se faz muito importante para o Brasil, onde, assim como no mercado mundial, a fabricante cada vez mais perde adesão. Após a saída do modelo mais barato, o brasileiro entusiasta da marca ficou refém das motos de preços mais exorbitantes.




Além de tudo, o início dos anos 2020 no país coincidiu com a chegada das motos custom mais baratas da Royal Enfield. Hoje, a indiana, mesmo com modelos mais simples, é a principal “rival” direta da estadunidense no Brasil.
A chegada de modelos mais em conta pode mudar a história da marca que cada vez mais perde espaço no mercado.
A fabricante ainda não deu nenhuma declaração oficial do que pretende apresentar ao mundo e ao Brasil no quesito produto. O mercado fica à espera de anúncios de motos mais baratas, além de propostas de aquisição mais eficientes.