Ônibus elétricos da VW para BRT e fretamento chegam com 250 km de autonomia

Baterias sob o piso e dois plugues CCS2 ao mesmo tempo cortam a recarga completa para uma hora e meia nos novos e-Volksbus:

Novos e-Volksbus 22H e 18H ampliam a atuação da VW Caminhões e Ônibus no transporte urbano e de fretamento (Foto: VW Caminhões e Ônibus | Divulgação)
Por Júlia Haddad
Publicado em 14/08/2026 às 10h00

A Volkswagen Caminhões e Ônibus abriu as vendas de dois novos chassis de ônibus elétrico, o e-Volksbus 22H e o 18H, primeiros da marca com piso alto. O 22H foi desenvolvido para corredores BRT e cidades com plataforma elevada de embarque, e o 18H, para o fretamento, nicho hoje atendido por chassis a diesel com motor dianteiro ou traseiro. O anúncio acompanha o marco de 300 chassis elétricos comercializados pela fabricante.

Na categoria Padron, o 22H acomoda até 82 passageiros, entre sentados e em pé, e também atende à categoria básico. Os dois modelos saem de fábrica com 12 packs de baterias e autonomia de 250 km, com opção de configuração de oito packs e até 200 km.

Há uma diferença relevante em relação ao e-Volksbus 22L, que abriu a linha elétrica da marca: no 22H, as baterias ficam abaixo do piso, o que reduz o centro de gravidade. No 22L, elas estão no teto e na traseira. O novo modelo também aceita dois plugues CCS2 simultâneos, o que derruba o tempo de recarga completa para uma hora e meia.

A ficha técnica que a marca não abriu

A VWCO não informou potência, torque nem a capacidade das baterias dos dois lançamentos. A referência disponível é o 22L, que compartilha a arquitetura de eletrificação: seu motor entrega 380 cv e 234,5 kgfm, com um conjunto redutor capaz de elevar o torque de saída a 413 kgfm nos aclives urbanos.

Nesse modelo, os 12 packs de células de lítio-ferro-fosfato somam 385 kWh e a recarga leva até três horas em um carregador de 160 kW. O chassi tem peso bruto total de 22 toneladas e recebe carrocerias urbanas de até 13,2 m. Os preços dos novos modelos não foram divulgados.

Componentes em comum com o e-Delivery

O projeto se apoia na comunização de peças. A base do chassi é semelhante à da versão a diesel, enquanto a parte elétrica mantém o conceito do 22L e da plataforma modular do caminhão e-Delivery, que, segundo a montadora, foi validada nos últimos cinco anos no Brasil e na América Latina. A produção fica em Resende, no Rio de Janeiro, mesma planta do caminhão elétrico.

Ainda de acordo com a fabricante, cada lançamento passa por 300 etapas de validação de protótipo e mais de 50 testes específicos para veículos elétricos. Em paralelo, os ônibus circulam em cinco cidades em rota de demonstração, rodando em trechos urbanos reais para aferir o comportamento diante da topografia local e da rotina de passageiros.

A empresa afirma ainda que a rede de concessionárias e o centro de peças já estão treinados para atender aos novos chassis, por compartilharem componentes com o portfólio elétrico anterior. Os dois modelos estrearam publicamente na Lat.Bus 2026, no São Paulo Expo.

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