Omoda prepara E5 elétrico R$ 60 mil mais barato para ser o elétrico com melhor custo-benefício do Brasil
Versão de entrada sairia por cerca de R$ 60 mil a menos que a atual e colocaria o SUV elétrico na faixa de BYD Dolphin e companhia
Publicado em 01/07/2026 às 20h00
A Omoda & Jaecoo prepara uma ofensiva para deslanchar as vendas do Omoda E5 no Brasil. Segundo o jornalista Jorge Moraes, da CNN, a marca deve lançar, ainda neste ano, uma versão de entrada do SUV elétrico por R$ 149.900 — cerca de R$ 60 mil a menos que a única configuração hoje à venda, de R$ 209.990.
O corte de preço tem um objetivo claro: reverter o desempenho discreto do modelo, que soma pouco mais de 500 unidades emplacadas desde a estreia no país, em 2025. Com o novo valor, o E5 deixa de brigar apenas entre os SUVs elétricos e passa a mirar compactos mais baratos, como o BYD Dolphin — que parte de uma bateria de 44,9 kWh e cerca de 291 km de autonomia pelo Inmetro —, o GWM Ora 03 e o futuro Chevrolet Spark EUV.
A fabricante ainda não revelou como chegará ao novo preço. Entre as hipóteses estão o enxugamento da lista de equipamentos ou o uso de componentes já adotados em outros mercados. Na Austrália, por exemplo, o E5 passou a usar uma bateria menor, de 58,9 kWh; na Tailândia, a versão reestilizada de 2026 traz um pacote de 50,6 kWh. Qualquer uma das saídas tende a reduzir a autonomia do carro.
Na configuração atual, o E5 tem um motor elétrico dianteiro de 204 cv e 34,7 kgfm de torque, alimentado por uma bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP) de 61 kWh. A autonomia homologada pelo Inmetro é de 345 km. O conjunto leva o SUV de 0 a 100 km/h em cerca de 7,6 segundos, com recarga rápida em corrente contínua (DC) de até 80 kW, capaz de repor a bateria de 30% a 80% em cerca de 28 minutos.
Marca global da chinesa Chery, a Omoda desembarcou no Brasil em 2025 tendo justamente o E5 como carro de estreia, incluindo variante híbrida também. O SUV mede 4,42 m de comprimento e traz de série itens como seis airbags, teto solar, câmeras de 360° e um pacote de assistências semiautônomas (ADAS). Se confirmada, a estratégia de preço embaralha a relação entre porte, autonomia e custo na faixa dos R$ 150 mil e pressiona as rivais chinesas e a própria Chevrolet a repensarem suas tabelas, num momento de forte avanço das marcas asiáticas no país.
