Bosch abre 64 vagas de Jovem Aprendiz em Campinas; inscrições terminam na sexta

Empresa afirma que mais de 90% dos alunos formados pela escola técnica são efetivados; seleção tem prova, dinâmica e entrevista

Os candidatos que ingressarem no programa começam suas atividades em janeiro de 2027 (Foto: Bosch | Divulgação)
Por Júlia Haddad
Publicado em 15/09/2026 às 13h00

A Bosch abriu inscrições para 64 vagas do seu Programa Jovem Aprendiz na região metropolitana de Campinas (SP). Podem se candidatar jovens de 16 a 22 anos, e o prazo termina nesta sexta-feira (18), com início das aulas previsto para janeiro de 2027.

São três cursos técnicos: Mecatrônica, Manufatura (operação de processos de fabricação mecânica) e Soluções Digitais. As inscrições são gratuitas e feitas exclusivamente pela página oficial do programa, onde também estão descritos os requisitos de escolaridade e as etapas da seleção.

A fluência em inglês não é obrigatória nem eliminatória, informa a empresa. Segundo a Bosch, a taxa de retenção dos alunos formados pelo programa supera 90%, ou seja, a maior parte dos aprendizes é efetivada ao fim da formação.

Como funciona o processo seletivo

A seleção tem três etapas. A primeira é uma prova de conhecimentos gerais, com questões de matemática, raciocínio lógico, informática básica e interpretação de texto. Na segunda, os candidatos participam de uma dinâmica de grupo voltada à avaliação de habilidades sociais. A etapa final é uma entrevista individual com os instrutores do programa de formação.

Parceria com o Senai tem mais de 65 anos

O curso é oferecido pela Escola Técnica de Aprendizagem (ETS), mantida pela Bosch em parceria com o Senai desde 1960. A empresa afirma que cerca de 3.500 estudantes já passaram pela escola, que tem unidades em Campinas, Curitiba e Joinville.

Para Henrique Doná, gerente de treinamento técnico da Bosch Brasil, o programa tem papel central tanto na formação profissional quanto na formação pessoal dos jovens. Ele diz que os cursos são revistos periodicamente para acompanhar a evolução da indústria, com foco nas demandas do futuro.

O conteúdo das turmas reflete essa mudança. O primeiro curso da parceria formava ajustadores mecânicos, ocupação que deixou de ser oferecida. Hoje, a grade é dominada por automação, sistemas embarcados e software, áreas que sustentam a produção de componentes para carros conectados e eletrificados.

A aposta na formação própria tem relação direta com o porte da operação brasileira: presente no país há mais de 70 anos, o Grupo Bosch emprega cerca de 11 mil pessoas no Brasil e registrou faturamento líquido de R$ 9,4 bilhões em 2025, segundo balanço da companhia.

Boa parte desse resultado vem da divisão de Mobilidade, que produz sistemas de injeção, freios, sensores e eletrônica embarcada para montadoras instaladas no país.

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