Apesar do recuo no mercado interno chinês, montadora apresenta recuperação mensal e foca na expansão internacional para atingir meta de 2026
No Brasil, a BYD comemora o primeiro lugar de vendas no Brasil em abril com o modelo Dolphin Mini, mas no seu mercado de origem, o cenário preocupa: a montadora chinesas comercializou 314,1 mil veículos de passageiros em abril de 2026, volume que representa uma retração de 15,7% em comparação ao mesmo mês do ano anterior.
Este é o oitavo mês consecutivo de queda anual nas vendas da montadora. Por outro lado, o resultado aponta uma evolução de 6,2% em relação a março, sinalizando uma retomada após o período de feriados do Ano Novo Chinês.
O desempenho da BYD reflete o cenário de pressão na demanda interna da China. No acumulado de janeiro a abril, a montadora soma pouco mais de 1 milhão de unidades vendidas, o que equivale a um recuo de 26,4% frente ao primeiro quadrimestre de 2025.
Para compensar a desaceleração doméstica, a companhia tem ampliado sua presença global e o Brasil faz parte dessa estratégia. Em abril, as exportações de carros de passageiros e picapes atingiram a marca recorde de 134.542 unidades — um salto de 70,9% em um ano.
Atualmente, o mercado externo já responde por 42,8% do volume total de vendas da empresa, que mantém a meta de comercializar 1,5 milhão de veículos fora da China até o fim de 2026.

Dentro do grupo, os resultados foram mistos:
O balanço operacional também foi impactado pelo ambiente competitivo. No primeiro trimestre de 2026, o lucro líquido da BYD recuou 55,4%, totalizando 4,09 bilhões de yuans (aproximadamente US$ 599 milhões).
Analistas apontam que a intensa guerra de preços no setor automotivo chinês e a elevação dos custos de produção são os principais fatores que pressionaram as margens de lucro da companhia no período. O levantamento foi feito pelo site Car News China.