Motorista em fuga da PRF utiliza ‘arma secreta’ e joga cortina de fumaça para despistar os policiais

Dispositivo caseiro de fumaça foi acionado para tentar despistar viaturas; quase uma tonelada de maconha foi localizada após batida

PRF apreendeu 962 kg de maconha após perseguição a uma caminhonete em Ourizona (PR) (Foto: PRF | Divulgação)
Por Júlia Haddad
Publicado em 01/06/2026 às 12h00

Um dispositivo caseiro instalado em uma caminhonete para liberar fumaça foi a aposta de um motorista de 29 anos para escapar da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na noite da última quarta-feira (27), em Ourizona, no norte do Paraná. A manobra falhou: o homem foi preso em flagrante, e os agentes apreenderam quase uma tonelada de maconha que ele transportava.

Equipamentos do tipo funcionam de forma parecida com as máquinas de fumaça usadas em shows. Um reservatório despeja óleo ou fluido sobre uma superfície aquecida — em geral parte do sistema de escapamento — e a vaporização cria uma nuvem densa, capaz de reduzir a visibilidade de quem vem atrás e abrir brecha para a fuga.

Foi o que o condutor tentou fazer. Depois de desobedecer à ordem de parada, ele acelerou, passou a trafegar na contramão e acionou a cortina de fumaça para despistar a equipe.

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A tática não resistiu por muito tempo. Na rodovia PR-552, o motorista perdeu o controle do veículo e saiu da pista. Em seguida, abandonou a caminhonete ainda em movimento e tentou escapar a pé por uma área de vegetação, onde foi localizado e detido.

Na caçamba e no banco traseiro, os policiais encontraram tabletes de maconha que somaram 961,8 quilos. A inspeção revelou ainda adulterações nos sinais identificadores: a caminhonete tinha registro de furto no estado de São Paulo.

Além do tráfico de drogas, previsto na Lei de Drogas, a conduta pode levar o motorista a responder por adulteração de sinal identificador de veículo e por crimes ligados ao automóvel furtado, como receptação. A fuga em alta velocidade e na contramão, somada ao uso do artefato de fumaça em via pública, também pode ser enquadrada como direção perigosa, por expor outros condutores a risco.

O suspeito e a droga foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil de Maringá, onde a ocorrência foi registrada.

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