Acordo de patrocínio entre a grife italiana e a Alpine, do grupo Renault, valerá a partir de 2027; carro vai correr nas cores da Gucci
A Gucci se tornará, em 2027, a primeira marca de moda de luxo a virar patrocinadora principal de uma equipe de Fórmula 1. A grife italiana fechou acordo com a Alpine, escuderia francesa do grupo Renault, que passará a competir como “Gucci Racing Alpine F1 Team” e a correr nas cores da marca.
Valores e duração do contrato não foram divulgados. A negociação foi conduzida por Luca de Meo, que comandou a Renault até 2025 e hoje preside a Kering, conglomerado de luxo dono da Gucci.
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A pintura do carro ainda não foi revelada, mas o acordo aprofunda a aproximação entre a F1 e o universo da moda e do luxo. Hoje, o paddock já recebe marcas como TAG Heuer, Louis Vuitton e Moët & Chandon — todas do grupo LVMH, rival da Kering no mercado de luxo. Com a chegada da Gucci, a rivalidade entre os dois principais conglomerados do setor ganha um novo capítulo dentro das pistas.
Francesca Bellettini, presidente da Gucci, afirmou que a F1 representa um cruzamento estratégico entre performance, cultura e alcance global. Flavio Briatore, consultor executivo da Alpine, lembrou que a moda já provou poder terminar em primeiro na categoria — referência aos títulos da Benetton nos anos 1990, sob comando dele.
O acordo reforça a estratégia de crescimento da F1 para além das pistas, especialmente em mercados ainda emergentes para a categoria — como os Estados Unidos, onde a popularidade do esporte explodiu após a série da Netflix “Drive to Survive”. Segundo Luca de Meo, a F1 alcança hoje mais de 1,5 bilhão de pessoas por temporada e atrai um público cada vez mais jovem e feminino.
A Alpine ocupa atualmente a quinta posição no Mundial de Construtores, com 35 pontos, atrás da Red Bull e à frente da Racing Bulls. No mundial de pilotos, Pierre Gasly está em oitavo (20 pontos) e o argentino Franco Colapinto, em 11º (15 pontos).