Dodge volta à Europa após 14 anos e leva o Charger elétrico e a combustão

Aposta da Stellantis ocorre enquanto as vendas do muscle car despencam nos EUA, onde só 240 Daytona elétricos saíram no trimestre

Muscle car será oferecido com motor elétrico ou a combustão em novo mercado (Foto: Dodge | Divulgação)
Por Júlia Haddad
Publicado em 16/06/2026 às 15h00

Após abandonar o mercado europeu em 2011 — quando ainda vendia modelos como Caliber, Nitro e Journey —, a Dodge prepara o retorno ao Velho Continente. A missão de reabrir as portas caberá ao Charger, o nome mais emblemático da marca, que desembarcará na Europa tanto em versão elétrica quanto a combustão.

Apresentado como o primeiro muscle car totalmente elétrico da Dodge, o Charger também chegará na configuração Sixpack, equipada com o motor Hurricane 3.0 biturbo de seis cilindros em linha. As especificações europeias ainda não foram confirmadas, mas, com base na gama americana, o R/T entrega 426 cv, enquanto o Scat Pack chega a 558 cv e cumpre o 0 a 96 km/h em 3,9 segundos.

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Já o Charger Daytona aposta exclusivamente na eletrificação. Com bateria de 100,5 kWh e dois motores elétricos, a versão mais potente desenvolve 679 cv e 86,6 kgfm de torque, além de tração integral. Nos Estados Unidos, acelera de 0 a 96 km/h em 3,3 segundos e oferece autonomia de até 430 quilômetros no ciclo norte-americano.

“Trazer o Charger de volta à Europa é um momento significativo”, afirmou ao Razão Automóvel Fabio Catone, responsável pela Dodge no continente, ao destacar o resgate de um nome icônico da indústria americana.

O retorno ocorre em meio a um momento delicado para o modelo nos Estados Unidos. No primeiro trimestre de 2026, a Dodge emplacou apenas 240 unidades do Charger Daytona elétrico, queda de 88% ante o mesmo período de 2025. As versões de seis cilindros, que chegaram para reanimar as vendas, somaram 1.672 unidades, e a marca ainda promete versões mais radicais com o retorno do V8 Hellcat.

Diante desse cenário, a Europa surge como rota para escoar mais unidades. Resta saber se a aposta vingará num mercado em que os esportivos a combustão ainda atraem mais compradores do que os elétricos.

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