Combustível mais barato em maio? Saiba qual caiu quase 6% nas bombas

Avanço da safra de cana no Centro-Sul derruba preço médio do etanol para R$ 4,49; GNV foi o único combustível a subir no mês

Avanço da safra de cana-de-açúcar ampliou a oferta do biocombustível e ajudou a reduzir os preços nas bombas (Foto: Banco de Imagem | Shutterstock)
Por Júlia Haddad
Publicado em 04/06/2026 às 17h00

O etanol hidratado liderou a queda de preços entre os combustíveis no Brasil em maio, em um movimento de acomodação após as altas de março e abril. Segundo o Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, elaborado com apoio técnico da Fipe, o biocombustível ficou 5,6% mais barato ante abril e encerrou o mês com preço médio nacional de R$ 4,488 por litro — o menor patamar de 2026.

A redução foi puxada pelo avanço da safra 2026/27 de cana-de-açúcar no Centro-Sul, que ampliou a oferta do produto e pressionou os valores nas bombas. Ao longo do mês, o etanol chegou a renovar a mínima do ano, a R$ 4,40 por litro na semana de 23 de maio.

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Tendência geral

A tendência de baixa atingiu também os demais combustíveis: o diesel comum e o S-10 recuaram 3,3%, e as gasolinas comum e aditivada ficaram 1% mais baratas. O GNV foi o único a subir, ainda que de forma discreta, 0,3%. Entre os estados, o Distrito Federal liderou a queda do etanol, de 10%, com valor médio de R$ 4,528 por litro, seguido por São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso.

No fechamento de maio, os preços médios nacionais ficaram em R$ 7,218 por litro no diesel S-10, R$ 7,135 no diesel comum, R$ 6,889 na gasolina aditivada, R$ 6,752 na gasolina comum, R$ 4,574 no GNV e R$ 4,488 no etanol.

Apesar do alívio, os combustíveis fósseis seguem acumulando altas expressivas em 2026, em meio à volatilidade do petróleo. De janeiro a maio, o diesel S-10 avança 16,8%, à frente do diesel comum (16,6%), da gasolina comum (7,5%), da aditivada (7,2%) e do etanol (0,3%); o GNV é o único no negativo, com queda de 1,6%. Há, porém, melhora no poder de compra: no primeiro trimestre, encher um tanque de 55 litros de gasolina comum consumiu, em média, 5,5% da renda das famílias — e 3,7% nas capitais —, os menores índices desde o início da série, em 2017.

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