Porque prefiro o câmbio automático
Eu detestava o carro automático. Até que surgiram as aletas no volante para troca manuais e as sete (ou mais) marchas
Publicado em 03/05/2025 às 09h00
Atualizado em 07/05/2025 às 14h39
Não era só eu: no passado, o brasileiro tinha birra do câmbio automático (AT), e com razão: era mais caro, manutenção mais difícil e maior consumo. Nos primórdios, só três ou quatro marchas, que bastavam para os enormes motores V8 dos carrões norte-americanos.
Mas com a reviravolta da eletrônica na mecânica do automóvel, a caixa automática chega a ter 10 marchas e se pode cambiá-las como no modo manual, só que por aletas no volante.
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O brasileiro se curvou a este câmbio e já tem dois anos que suas vendas superam a dos manuais. Algumas fábricas estão até eliminando o carro com pedal de embreagem de seu portfólio.
Vantagens do carro automático
- O motorista percebeu que – principalmente no trânsito urbano – é muito mais confortável dirigir sem operar pedal de embreagem nem alavanca de mudanças e pode-se cambiar como no manual;
- Apesar de se preferir o manual nos esportivos, a troca de marchas é mais rápida no automático, principalmente no caso do AT de dupla embreagem;
- Se regra básica ao volante é sempre dirigir com as duas mãos, o automático “dá de 7×1” no manual;

- O gerenciamento eletrônico permite várias customizações, como optar entre econômico, normal ou esportivo. O Hill Holder, Start Stop, arrancada (“Launch Control”), etc;
- Alguns esportivos que jamais se imaginaria com o AT, já nem são oferecidos com o câmbio manual (MT): Mercedes AMG/Corvette/Ferrari entre eles. Apenas alguns raros só oferecem a opção do manual, Honda Civic Type R entre eles;
- O consumo de combustível do AT deixou de ser maior que o do MT e chega a ser inferior em alguns modelos, depois que se aumentou o número de marchas e porque nem sempre têm o conversor de torque;
- A manutenção deixou de ser um “Bicho de Sete Cabeças”: no passado, reparo num AT exigia peças importadas (raras e caras) e poucos mecânicos tinham capacidade técnica para lidar com eles;

- Em termos de segurança veicular, o câmbio AT permite focar na rua ou rodovia sem se preocupar com os comandos;
- Com o advento da eletrônica, o câmbio AT evita “barbeiragens” do MT como engrenar (reduzir) marcha inadequada (e “explodir” o motor com muitas rpm) ou até a tentativa de ré fora de propósito;
- O automático aumenta a eficiência do carro ao deixar sempre engatada a marcha mais adequada para cada situação.
Desvantagens do câmbio automático
- Em caso de quebra, custo de reparo é mais maior no câmbio automático do que no manual;
- A maioria dos câmbios automáticos exige troca de óleo, ao contrário do MT;
- Impossível pegar “no tranco”, e deve-se então manter um “auxiliar de partida” no porta-malas;
- O câmbio automatizado (tipo Power Shift) derrubou sua imagem *;
- Não dá a mesma sensação de se estar no comando como o MT
*Estou no meu quarto automóvel Volkswagen com câmbio de dupla embreagem. Já rodei mais de 200 mil km com eles, sem nenhum problema. Mas o brasileiro ficou influenciado pelo PowerShift da Ford, (Fiesta e Focus no Brasil), que derrubou a imagem do DCT em todo o mundo. Por problemas de projeto/manufatura.
Entretanto, Volkswagen, BMW, Ferrari, Hyundai, Renault e outras marcas usam este câmbio – que considero o “estado da arte” – há alguns anos, sem nenhum problema de ordem operacional.
Até pode ser confortável, cômodo, mas é chato.
Quando fui comprar meu Onix 1.4-L ano 2029, zero-km, tinha a opção de manual e de automático, sendo que este último era 10% mais caro. O manual era mais econômico, mais rápido, e se quebrar o custo de reparo é mais barato.
Então pensei comigo: Só uso este carro nos finais de semana e para viajar, então é besteira pagar a mais. Comprei o referido carro com câmbio manual de 6 marchas. Quando pego a Rodovia Ayrton Senna (SP-070) praticamente não troco marchas, fica na 6 marcha e reduzo para 5a macha quando a subida é forte a 120 km/h. Não me arrependo de ter feito esta escolha.
Manual é coisa do passado, enquanto você não tem o automático ele não faz falta nenhuma, depois que você tem nunca mas você vai querer manual.
Estou no segundo automático, o primeiro foi um Civic G9 2016 e atualmente com um New City sedan CVT. Estou achando ótimo o CVT da Honda, aproveita bem a potência do motor, mesmo não sendo turbo, acho este City mais esperto que o Civic G9 1.8 com conversor de torque, além de gastar menos combustível. Recomendo
Eu não quero carro manual nunca mais. Só fala mal de automático quem não tem.
Até tu, Brutus.
Nem sei ao certo o que dizer, mas também vou continuar com o manual enquanto puder.
Quem tem, fala bem!
Eu nunca dirigi um automático, e nem tenho tanta curiosidade.
Enquanto der pra continuar no manual, vou continuando nele.
