Nardò Grey ou ‘cinza Durepoxi’: por que faz tanto sucesso?
A tonalidade sólida virou uma cor premium, ela estreou na Audi e hoje está presente em quase todas as marcas instaladas no Brasil
Publicado em 16/10/2024 às 13h00
Atualizado em 16/10/2024 às 15h49
Em 2012 a Audi lançou a pintura Nardò Grey, aquele cinza sólido apelidado de “Durepoxi” que rapidamente virou moda. Hoje, no Brasil, boa parte das montadoras oferecem uma tonalidade similar e por um custo adicional.
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Só em carros feitos no Brasil, Mercosul e México são oferecidas 10 tonalidades similares ao Nardò Grey por 9 marcas diferentes. Veja quais são:
- Cinza Moonstone da Volkswagen;
- Cinza Strato da Fiat;
- Cinza Sting da Jeep, Fiat e Ram;
- Cinza Grafeno da Honda;
- Cinza Selenium da Peugeot;
- cinzas Lunar, Atlântico e Shark da Nissan;
- Cinza Lune da Renault;
- Cinza Shadow da Hyundai.






Se colocarmos os importados na conta, o número irá aumentar muito. A Porsche ofereceu o mesmo Nardò Grey da Audi, mas hoje a cor está fora do catálogo. Mas é possível encomendar um carro pedindo o opcional Paint to Sample, que oferece pinturas antigas da marca por R$ 80 mil.
Já existem pinturas sólidas com uma pegada similar, porém com tons diferentes. Na própria Porsche tem o Chalk (giz em inglês), que é um branco acinzentado mais claro.
Mesmo com todas as piadas da internet, o “cinza Durepoxi” ainda é popular. A Peugeot e a Hyundai lançaram suas versões dessa cor em 2024 e já tivemos até edições especiais de caminhões usando o tom.

Para entender melhor esse apelo, o AutoPapo procurou a PPG, tradicional fábrica de pinturas para as montadoras. Marcelo Zanete, Diretor de Revestimentos Automotivos OEM da PPG para a América do Sul, explica:
O cinza sólido vem ganhando espaço no mercado especialmente pelos lançamentos de modelos esportivos nesta cor. Vale ressaltar que o cinza sólido é uma cor especial, assim como o vermelho, azul, verde e amarelo, ou seja, o aumento da demanda está relacionado a consequente procura do mercado.”
É um costume que as tendências iniciadas por carros de luxo cheguem aos modelos mais acessíveis. Com o “cinza Durepoxi” foi assim, antes de virar opção de fábrica era comum vê-la em carros personalizados.

Zanete explica a origem delas:
As novas cores de veículos seguem tendências baseadas na arquitetura, moda, tecnologia, entre outros, que são amplamente estudadas pelas áreas de design das montadoras antes de um lançamento.”
Apesar dessa popularidade dos Nardò Grey genéricos, ele ainda não superou a supremacia dos tradicionais preto, prata e branco. Segundo o especialista essas cores ainda são predominantes, com os cinzas mais comuns sendo com acabamento metálico ou perolizado.

Ainda é cedo pra saber qual será a próxima tendência de cores no mercado. O “cinza Durepoxi” ainda está popular, com mais montadora oferecendo suas alternativas.
Uma surpresa que apareceu nas notícias recentes foi a Volkswagen ter lançado a cor Azul Turbo no Nivus 2025. O tom lembra o Miami Blue da Porsche, apelidado popularmente de “azul Smurf” pelo público e com opções similares por diversos fabricantes em carros esportivos. Seria ele o sucessor desse cinza? Vamos aguardar.
Sinceramente, isso é prime com o verniz sem a cor.
Acho essa cor bem sem graça. Lembrei lá dos anos 80, quando a VW tinha modelos da linha BX num cinza cor de cimento. Meu pai teve um Voyage 82 nessa cor e um 85 cinza plus, esse sim era muito bonito.





