Jogar Horizon Chase 2 no PC é como voltar a 1990
Um ano depois de estrear no Apple Arcade, Horizon Chase 2 chega para computadores para ser jogado com as setinhas do teclado
Publicado em 22/10/2023 às 11h03
Atualizado em 22/10/2023 às 23h18
Os dois nobres leitores deste espaço devem se lembrar de quando escrevi sobre “Horizon Chase 2”, em setembro de 2022. Na época, o game tinha sido publicado com exclusividade para a plataforma Apple Arcade e pude jogar no meu finado iPhone 7.
O game era um grande barato na telinha do celular e as comparações com a edição original foram imediatas. Agora, um ano depois, “Horizon Chase 2” estreia no PC e também no Switch.
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Joguei no computador e o game me pareceu ainda mais bonito. A tela grande permite ver melhor os detalhes da produção, que exibe o interior dos carros.

Pode parecer simplório e ordinário, diante de produções como o novíssimo “Forza Motorsport” (que comentarei em breve) e “Gran Turismo 7”, com seus gráficos cinematográficos, mas “Horizon Chase” é um jogo afetivo.
Primeiramente por ser uma produção nacional, do estúdio gaúcho Aquiris. Em seguida pelo fato de ser uma franquia projetada para celulares e que deu tão certo que expandiou para computadores e consoles.
E por fim o fato de ser uma série inspirada em títulos das gerações 8 e 16 bits como “Out Run” e “Top Gear”. Mas “Horizon Chase 2” teve outra lembrança.

Foi como jogar “Lotus III: The Ultimate Challenge” novamente no 386, com monitor monocromático, do escritório de um tio. Controles nas setinhas do teclado, como se fazia há 30 anos. E o mais curioso é que “Lotus” e “Horizon Chase 2” se conectam pelo fato de “Top Gear” ser um carbono de “Lotus Esprit Challenge”.
Horizon Chase 2 na ponta dos dedos
Jogar “Horizon Chase 2” é bastante divertido. É um game de jogabilidade simples. Acelerar, frear (agora há comando de freios) e virar para direita e esquerda. Coletar moedas e ativar nitro também faz parte da brincadeira.
O game traz modos conhecidos como “Volta ao Mundo”, em que uma corrida desbloqueia a próxima, concede pontos para melhorias e modificações da carroceria.

A variedade de pistas faz do jogo bastante extenso. E a necessidade de fazer o melhor resultado para conquistar recompensas exige que o jogador corra várias pistas novamente. Mas não é nada enfadonho, pelo contrário, é desafiante e instiga o jogador a fazer o melhor tempo.
Outro detalhe que convence o jogador a repetir provas é o fato de que cada corrida concede pontos para o carro pilotado. Assim, melhorar a garagem demanda colocar os carros na pista.
Com preço sugerido de R$ 112, nas edições para PC e Switch, é uma boa pedida para quem gosta de um jogo de corrida simples, sem as exigências de games mais realistas. Afinal, essa receita funciona há três décadas.
