Tempo de espera lidera cancelamentos em apps de transporte no Brasil, aponta levantamento

Pesquisa revela que a demora no embarque é o principal motivo de cancelamento de corridas em diferentes estados do país

Levantamento aponta que passageiros concentram a maioria das desistências nas corridas por aplicativo (Foto: Banco de Imagem | Shutterstock)
Por Júlia Haddad
Publicado em 27/05/2026 às 21h00

O tempo de espera se tornou o principal motivo de cancelamento de corridas em aplicativos de transporte no Brasil. Em um levantamento feito pela empresa Machine, com dados de abril de 2026, aponta que a maior parte das desistências nas plataformas regionais parte dos próprios passageiros, principalmente pela demora entre a solicitação e o embarque.

Em todos os estados analisados, os usuários lideram os cancelamentos. Em Roraima, eles respondem por 95,3% das corridas canceladas, o maior índice do estudo. Minas Gerais aparece com 88,9%, enquanto São Paulo registra 85,6% e o Rio de Janeiro, 84,9%.

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A demora no atendimento também domina entre os motivos apontados pelos passageiros. O Piauí lidera nesse cenário, com 61,4% dos cancelamentos relacionados ao tempo de espera. Rio de Janeiro (61%), São Paulo (57,6%), Minas Gerais (57%) e Santa Catarina (56,9%) aparecem logo em seguida.

Mudanças de planos e motivos classificados como “outros” aparecem na sequência entre as justificativas mais frequentes dos usuários. A percepção de que o motorista não está se deslocando até o ponto de embarque também contribui para parte dos cancelamentos, mas com participação menor.

Do lado dos motoristas, os cancelamentos apresentam perfil mais distribuído. A categoria “outros” lidera na maioria dos estados, seguida por dificuldades de acesso ao local de embarque e casos em que o passageiro não entra no veículo. Problemas mecânicos ou acidentes aparecem em menor escala.

No Rio Grande do Sul, por exemplo, 55% dos cancelamentos feitos por motoristas ocorreram porque o passageiro não embarcou. Já em São Paulo e Sergipe, as dificuldades de acesso ao local representam cerca de um quinto das ocorrências registradas.

Segundo Júlia Camossa, responsável pelo levantamento, a percepção de eficiência se tornou decisiva para a experiência dos usuários. “O tempo de espera se consolidou como uma variável crítica para a retenção de passageiros e para a eficiência operacional das plataformas”, afirma.

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