SP transforma o celular do cidadão em radar contra carros roubados; veja como usar o novo app
Prefeitura quer transformar milhões de celulares em pontos de checagem de placas e ampliar a rede de monitoramento da capital paulista
Publicado em 25/06/2026 às 10h00
A Prefeitura de São Paulo lançou, nesta terça-feira (23), o Smart Sampa Cidadão, aplicativo que permite à população colaborar na identificação de veículos roubados, furtados, clonados ou com outras restrições por meio da câmera do celular. Gratuito e disponível para Android e iOS, a ferramenta amplia a atuação do Smart Sampa, maior sistema de videomonitoramento da América Latina, que auxilia as forças de segurança na capital.
O aplicativo utiliza a mesma tecnologia de Leitura Automática de Placas (LPR) empregada pelas câmeras inteligentes do programa. Após realizar cadastro e login, o usuário aponta a câmera do smartphone para a placa do veículo, e o sistema consulta automaticamente as bases de dados integradas.
Quando uma restrição é identificada, a informação é encaminhada para análise da Central Smart Sampa e, após a validação das equipes técnicas, as forças de segurança são acionadas. A Prefeitura afirma que o usuário não recebe detalhes da ocorrência nem tem a identidade exposta às equipes ou às pessoas envolvidas durante o processo.
Atualmente, o Smart Sampa reúne cerca de 50 mil câmeras inteligentes — 20 mil próprias e 30 mil integradas de parceiros públicos e privados —, das quais cerca de 3 mil contam com leitura automática de placas — tecnologia que já apoiou a Guarda Civil Metropolitana em mais de 3 mil ocorrências com veículos irregulares. Desde a implantação, segundo a Prefeitura, o programa contribuiu para mais de 5,8 mil prisões em flagrante, a captura de 3,2 mil foragidos da Justiça e a localização de 228 pessoas desaparecidas.
Os números mais recentes envolvem motocicletas: entre setembro de 2025 e maio de 2026, a atuação integrada das forças de segurança levou à apreensão de 2.308 motos com irregularidades — 864 por adulteração de identificação, 701 por furto e 659 por roubo —, além da prisão de 279 pessoas.
A expectativa da gestão municipal é que a participação popular, ao transformar milhões de celulares em pontos de checagem, amplie a capacidade de localização de veículos com restrições e reforce o trabalho policial. “Cada cidadão que baixa o aplicativo passa a integrar uma rede de proteção que já apresenta resultados expressivos e que agora ganha ainda mais alcance”, disse a secretária municipal de Segurança Urbana, Juliana Bussacos.
