Preço de Creta e com mira no Compass: GAC confirma novo SUV no Brasil

Com porte de Jeep Compass e motor 1.5 turbo a gasolina, novo GAC GS3 será a principal aposta de volume da montadora no país

GAC GS3 terá motor 1.5 turbo a gasolina, câmbio DCT e preços estimados entre R$ 130 mil e R$ 160 mil (Fotos: GAC | Divulgação)
Por Júlia Haddad
Publicado em 27/02/2026 às 21h00

A fabricante chinesa GAC oficializou a chegada do SUV GS3 ao mercado brasileiro por meio de um teaser publicado em suas redes sociais. A imagem escurecida confirma o desembarque iminente do modelo, que será a principal aposta de volume da montadora para enfrentar líderes de vendas como Volkswagen T-Cross, Hyundai Creta e Chevrolet Tracker. O utilitário esportivo já havia passado por homologação no Inmetro em janeiro, embora a data exata de lançamento nas concessionárias ainda não tenha sido cravada.

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Estratégia de mercado e porte superior

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Diferentemente da ofensiva focada em eletrificação plena de outras marcas asiáticas, o GAC GS3 aterrissa inicialmente apenas a combustão. O modelo será equipado com um motor 1.5 turbo a gasolina, acoplado a um câmbio automatizado de dupla embreagem (DCT) de sete marchas. Segundo os dados do programa de etiquetagem do Inmetro, o SUV registrará médias de consumo de 10,2 km/l em ciclo urbano e 11,6 km/l em rodovias.

A estratégia comercial da GAC baseia-se em oferecer mais espaço por um preço competitivo. Embora atue na faixa dos utilitários compactos, o GS3 ostenta dimensões que flertam com o segmento médio, aproximando-se do Jeep Compass. São 4,41 metros de comprimento, 1,85 m de largura e bons 2,65 m de distância entre-eixos.

Equipamentos e plano industrial

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Com preços estimados entre R$ 130 mil e R$ 160 mil, espera-se que o modelo siga o padrão internacional de equipamentos da marca. Isso inclui faróis full-LED, pacote de assistência à condução (ADAS), câmera 360 graus e seis airbags, tudo embalado em uma carroceria com linhas de SUV cupê e maçanetas retráteis.

Pensando a longo prazo, o CEO da GAC Brasil, Alex Zhou, já sinalizou a viabilidade de converter o propulsor 1.5 turbo para a tecnologia flex. A companhia também estuda a instalação de um complexo industrial em território nacional para consolidar sua operação, ainda sem local ou cronograma definidos.

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