Por que o fim da rede de celular 3G está descarregando a bateria de milhares de carros da Subaru?

Apagão de redes antigas deixou motoristas com carros da Subaru parados; solução improvisada para evitar descarga exige desligar o Bluetooth

Modelos da Subaru fabricados entre 2016 e 2019 são alvo de ação coletiva nos Estados Unidos (Foto: Subaru | Divulgação)
Por Júlia Haddad
Publicado em 20/05/2026 às 09h00

A montadora japonesa Subaru é alvo de uma ação coletiva nos Estados Unidos devido a um problema crônico gerado pelo desligamento das redes de telefonia 3G. Segundo a denúncia, o módulo de comunicação de dados (DCM) instalado em diversos modelos antigos continua buscando incessantemente por um sinal de rede que não existe mais. Esse esforço contínuo de conexão em segundo plano provoca o esgotamento rápido da bateria de 12 volts, mesmo quando o veículo está desligado e estacionado na garagem.

O processo judicial abrange uma vasta lista de modelos fabricados entre 2016 e 2019, englobando as linhas Forester, Legacy, Outback, Impreza, Crosstrek e WRX. Para os proprietários afetados, a falha tecnológica se transformou em um transtorno diário. Além de enfrentarem panes elétricas recorrentes que impedem a partida do motor, os motoristas relatam a perda total de recursos essenciais de segurança e conectividade, como a chamada de emergência (SOS), assistência rodoviária e o localizador de veículos roubados.

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O imbróglio jurídico ganhou força na forma como a montadora conduziu a transição tecnológica. A ação aponta que a Subaru chegou a oferecer uma atualização gratuita do sistema de hardware para as redes 4G. No entanto, o benefício foi restrito aos clientes que possuíam uma assinatura ativa do serviço de conectividade pago na época do apagão do 3G. Com o encerramento do sinal, os consumidores que não participaram da campanha perderam a chance de atualizar o módulo sem arcar com custos elevados nas concessionárias.

Sem suporte oficial acessível, os proprietários recorreram a soluções provisórias para evitar que os carros amanheçam sem bateria. A tática mais comum adotada pelos usuários tem sido a remoção manual do fusível que alimenta o sistema de telemática. Contudo, essa intervenção improvisada desativa também os alto-falantes dianteiros e o microfone da cabine, inutilizando funções básicas do dia a dia, como o pareamento Bluetooth para chamadas em viva-voz e o uso pleno do sistema de som do veículo.

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