Parati sem roda é flagrada circulando no Rio de Janeiro
Volkswagen Parati é filmada sem uma das rodas em rodovia fluminense em plena luz do dia e sem ser incomodada pela polícia
Publicado em 16/02/2024 às 19h03
Carro de três rodas existe há anos, inclusive já foi vendido no Brasil. É o caso do simpático Romi-Isetta, lançado na década de 1950. Hoje, o britânico Morgan Super 3 é um dos raros modelos nesta configuração.
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Mas um motorista no Rio de Janeiro resolveu ter sua Parati de três rodas. O carro foi flagrado rodando em uma rodovia fluminense, supostamente a BR-101 no trecho entre Niterói e Manilha, sem a roda esquerda traseira. O tambor de freio fazia as vezes do pneu.
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Um outro veículo que trafegava próximo registrou a cena inusitada (e totalmente irresponsável). E se não bastasse, a reportagem da Rádio Itatiaia, que compartilhou o vídeo em seu perfil no Instagram, apontou que o motorista da Parati teria passado por um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) sem ser incomodado.
Pode isso, Arnaldo?
Ao circular com sua Parati sem uma das rodas, o motorista vai contra ao Artigo 97 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) que define que o veículo deve circular de acordo com suas especificações básicas e essenciais para registro. Em bom português significa que ele não pode transitar faltando pedaços, inclusive uma das rodas.
O descuido com a manutenção e conservação do veículo é passível de multa grave (R$ 195,23) e cinco pontos no prontuário do motorista.
Riscos de rodar sem uma das rodas
Rodar sem uma das rodas compromete o controle direcional do automóvel. A falta de uma das rodas reduz a aderência, compromete a frenagem e a estabilidade.
No caso da Parati, o contato direto do tambor de freio com o asfalto provocará excesso de calor nas lonas, assim como maior intensidade de trepidações que serão propagadas para o conjunto de suspensão, podendo danificar ainda mais a castigada perua.
Romi-Isenta tinha 4 rodas
