Com trajetória iniciada nos ralis dos anos 1980, configuração sobrevive no RS3 antes da transição definitiva da marca para a eletrificação
A Audi confirmou o cronograma para encerrar a produção de um de seus componentes mais emblemáticos: o motor de cinco cilindros. A fabricante alemã planeja descontinuar o propulsor até o final de 2026, encerrando um ciclo de cinco décadas que ajudou a definir a identidade de alto desempenho e a engenharia da marca.
Atualmente, a configuração sobrevive apenas no Audi RS3, que se tornou o último guardião desse legado. Na versão Performance Edition, o conjunto entrega 407 cv e 51,0 kgfm, permitindo que o modelo figure entre os compactos mais rápidos do mundo. Ao longo dos anos, o motor também deu vida a veículos como o TT RS e o RS Q3, além de ter sido fornecido para fabricantes de nicho, como a Donkervoort.
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A decisão era antecipada pelo setor diante das rigorosas metas de emissões e da implementação da norma Euro 7 na Europa. Embora o motor tenha vencido o prêmio “International Engine of the Year” por nove anos consecutivos, sua adaptação aos novos limites ambientais exigiria investimentos que a Audi prefere direcionar à eletrificação total de sua linha até o início da próxima década.
Do ponto de vista técnico, o motor de cinco cilindros é celebrado por sua ordem de ignição única (1-2-4-5-3), que gera um ronco característico e um equilíbrio de massas superior aos motores de quatro cilindros tradicionais. O conjunto atingiu o status de ícone nos anos 1980, quando equipou o Audi Quattro e dominou o cenário do rali no extinto Grupo B.
Com o fim da produção em 2026, a Audi fecha um capítulo de inovação mecânica para focar em uma nova era de torque instantâneo e emissão zero, consolidando a transição de seu DNA de competição para o mercado de luxo sustentável.