Motoristas são presos nos EUA por encararem patrulheiros
Não pode olhar? Motoristas norte-americanos estão sendo até presos apenas por observar a ação da Patrulha de Fronteira. Entenda a história:
Publicado em 28/03/2021 às 11h30
Detroit, nos Estados Unidos, tem a travessia de fronteira terrestre mais movimentada da América do norte. O estado é responsável por 27% da roda de comércio de mercadorias entre o Canadá e os EUA. Por isso, motoristas que transitam pelas vias locais são monitorados massivamente pela Patrulha de Fronteira do país.
Devido à grande fiscalização, quem passa de carro pelo trecho costuma ficar bastante intimidado. E não é para menos: motoristas estão sendo abordados e até presos simplesmente por olharem para a atividade da Patrulha de Fronteira.
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Segundo relatório, motoristas sofrem racismo
O site Detroit News publicou um relatório lançado pela ela American Civil Liberties Union sobre as ações da Patrulha da Fronteira dos Estados Unidos em Michigan. O documento, infelizmente, denuncia discriminação racial por parte dos oficiais.
Os agentes da Patrulha de Fronteira supostamente usam ‘códigos de pele’ para descrever as pessoas que estão prendendo, de acordo com o relatório. Mais de 96% dos presos são descritos como “Preto, Castanho Escuro, Escuro, Castanho Claro, Castanho Médio, Médio ou Amarelo”.
Segundo o relatório oficial, subentende-se que tudo que os motoristas fizerem ao passar perto dos veículos oficiais da Patrulha da Fronteira, até mesmo apenas olhar a atividade local, será usado como pretexto para pará-los e realizar algum tipo de abordagem: e até mesmo para prendê-los!
“A maioria dos condutores é parada enquanto dirige. Em 77% dos casos, um agente cita a alegada reação de uma pessoa ao ver um agente ou veículo da Patrulha de Fronteira, classificando-a como suspeita.”
Alegação de segurança nacional
O relatório, produzido depois que um juiz federal ordenou que a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA entregasse os registros de prisão de 2012 a 2019, mostra que apenas 1,3% das prisões envolveram pessoas que tentaram entrar ilegalmente nos Estados Unidos.
Os documentos também revelam que os agentes averiguaram centenas de quilômetros de fronteiras internacionais, mas quase metade de todas as pessoas presas eram cidadãs norte-americanas ou pessoas documentadas. As informações são do site Jalopnik.
