Levantamento: Brasil já paga menos nos carros elétricos do que os EUA
Com fabricantes chinesas, Brasil vê opções mais acessíveis no segmento de carros elétricos. Nos EUA, por outro lado, preço de entrada é bem mais alto
Publicado em 13/10/2025 às 10h00
Os brasileiros que buscam comprar um carro elétrico têm opções mais baratas (e melhores) que o consumidor dos Estados Unidos. Essa é a conclusão do levantamento de AutoPapo que analisou os veículos eletrificados de cada um dos países.
A situação dos norte-americanos ficou ainda pior desde o mês passado, quando o presidente Donald Trump extinguiu os US$ 7.500 de crédito governamental na compra dos EVs.
O Brasil, por outro lado, aproveita a concorrência crescente de marcas chinesas. Nos EUA, por sua vez, os impostos altíssimos impedem a presença de BYD, GWM e companhia.
VEJA TAMBÉM:
- Carro da UFMG fica em top-10 de competição realizada nos Estados Unidos
- Carro próprio e mais: governo divulga passo-a-passo da CNH sem autoescola
- IPVA 2026: veja estados que têm desconto para carros elétricos e híbridos
Como é nos EUA
Atualmente, o carro elétrico mais barato dos Estados Unidos é o Nissan Leaf, que custa US$ 29.280 (equivalente a R$ 161.000).
Por esse preço, o consumidor local tem direito a um veículo elétrico lançado em 2018 e que recebeu só uma reestilização desde então.
Por tratar-se de um carro elétrico de 1ª geração também há outros pontos negativos no Leaf. Entre eles, a autonomia baixa (menor que 200 km) e a revenda ruim.
Por motivos como esse, o Nissan Leaf já até saiu de linha no Brasil. Acima do hatch, os americanos têm disponível o Mini Cooper Electric (US$ 32.495), o Hyundai Kona EV (US$ 34.270) e o Chevrolet Equinox (US$ 34.995).

Como é no Brasil
No Brasil, o carro elétrico mais barato à venda é o Renault Kwid E-Tech, que sai por R$ 99.990 — equivalente a US$ 18.175.
O subcompacto é criticado por ser excessivamente simples. A situação, porém, melhorou na semana passada, com o lançamento da linha 2026.
Nela, o Kwid elétrico mantém seu preço ao passo que oferece equipamentos bem melhores e até pacote ADAS.

Mas, pagando menos que um Nissan Leaf nos EUA, o consumidor brasileiro ainda tem outras opções.
A principal delas é o BYD Dolphin Mini (R$ 119.900), o carro elétrico mais vendido do país: além de melhor acabamento e acessórios, o Dolphin Mini bate o Leaf em aspectos como a autonomia.
As alternativas não param por aí: por menos de US$ 29.280, ainda há BYD Dolphin e GWM Ora, entre outros.
O Geely EX2 — carro mais vendido da China — também chega nos próximos meses, com expectativa de altas vendas e custando menos do que o Leaf dos Estados Unidos.
O maior problema do Nissan Leaf é o sistema de arrefecimento das baterias, pois a Nissan decidiu economizar nele e o transformou numa verdadeira bomba sobre rodas.
Às baterias degradam com poucos anos de uso.
É o único carro elétrico que todos jamais devemos comprar, pq esse sim a troca das baterias é certa e é caríssimo.
