Ex-executivo da BMW classifica design atual da marca como ‘horrível’ e critica diretores

Para Bob Lutz, sucesso de vendas da montadora alemã persiste apesar dos erros estéticos, sustentado apenas pela força da marca no segmento premium

Para o ex-executivo, os novos modelos da BMW estão sendo comprados mais pela força da marca do que pela estética (Foto: BMW | Divulgação)
Por Júlia Haddad
Publicado em 25/12/2025 às 11h00

Bob Lutz, ex-vice-presidente global de vendas da BMW e uma das figuras mais respeitadas da indústria automotiva, disparou duras críticas à atual identidade visual da montadora alemã. Em entrevista recente ao portal BimmerLife, o executivo classificou o design dos novos modelos como “horrível” e sugeriu que o sucesso comercial da marca se deve exclusivamente à inércia de seu prestígio, e não à qualidade estética dos produtos.

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Conhecido pela franqueza habitual, Lutz, que tem 92 anos, focou sua análise nas controversas grades dianteiras gigantes e nas linhas angulares adotadas nos últimos lançamentos. Segundo ele, a direção de arte perdeu a elegância funcional que historicamente definiu os veículos bávaros.

Design “Steampunk” e proporções erradas

2023 bmw xm
BMW XM foi um dos modelos criticados pelo executivo (Foto: BMW | Divulgação)

“Algumas das frentes são horríveis. Exageradas, com aquele visual steampunk, parecendo grandes placas octogonais de ferro fundido rebitadas ao carro”, afirmou Lutz. Para o executivo, o problema é estrutural: “As proporções estão erradas, as linhas estão erradas, os detalhes estão errados”.

A crítica de Lutz vai além da estética e toca no comportamento do consumidor. Ele argumenta que a lealdade à marca cegou o mercado. “Acho difícil acreditar que as pessoas achem isso apelativo. Francamente, esses carros estão sendo comprados apenas porque as pessoas esperam um veículo premium e querem ostentar o emblema”, completou.

Autoridade histórica

Bob Lutz ex vice presidente da bmw
Bob Lutz, ex-vice-presidente da BMW (Foto: Reprodução)

As palavras de Lutz carregam peso devido ao seu histórico na empresa. Durante sua gestão na década de 1970, ele foi peça-chave na criação da BMW Motorsport (atual Divisão M) e supervisionou o lançamento de ícones como a Série 3 (geração E21) e a Série 7. Após deixar a BMW, Lutz acumulou passagens de destaque pela Ford, Chrysler e, mais recentemente, ocupou a vice-presidência da General Motors, de onde se aposentou em 2010.

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