Elétrico ou a combustão? Pesquisa revela qual motorização dá menos oficina

Enquanto híbridos convencionais se mostram robustos, modelos plug-in registram 146% mais problemas que carros comuns; veja o ranking

A tecnologia híbrida de marcas como Toyota e Honda se beneficia de décadas de aprimoramento contínuo (Foto: Reprodução)
Por Tom Schuenk
Publicado em 28/01/2026 às 09h00

Em sentido contrário ao da corrida pela eletrificação total, os carros híbridos convencionais (HEVs) se consolidaram como a opção mais segura para quem busca durabilidade. A tradicional pesquisa de confiabilidade da Consumer Reports, baseada em dados de mais de 330.000 veículos, aponta que esses modelos apresentam 26% menos problemas do que os carros movidos apenas a gasolina. O resultado coloca a tecnologia à frente tanto dos motores térmicos quanto dos puramente elétricos.

O cenário é oposto para as novas tecnologias: os veículos 100% elétricos (BEVs) registram 79% mais falhas que os modelos a combustão, enquanto os híbridos plug-in (PHEVs) amargam a pior média: 146% mais problemas relatados.

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Complexidade mecânica e dores do crescimento

A disparidade nos números reflete a maturidade da engenharia. Enquanto os híbridos convencionais beneficiam-se de décadas de aprimoramento (liderados por Toyota e Honda), os elétricos enfrentam “dores do crescimento” com novas tecnologias de bateria e motor. Já os PHEVs sofrem pela complexidade excessiva, unindo o pior de dois mundos mecânicos suscetíveis a falhas.

A análise destaca situações distintas entre as montadoras:

  • Tesla: apresenta evolução no conjunto motriz, com o Model Y sendo recomendado. Contudo, a qualidade de construção da carroceria e o lançamento da Cybertruck ainda puxam a média para baixo.
  • Alemãs: BMW e Audi mostram bons resultados com seus elétricos, como o i4 e o Q4 e-tron, sugerindo que fabricantes tradicionais estão adaptando melhor seus padrões de qualidade.
  • Coreanas: Hyundai, Kia e Genesis enfrentam obstáculos técnicos específicos, como falhas na Unidade de Controle de Carregamento Integrada (ICCU) — peça crítica que tem causado problemas de recarga.

O estudo conclui que, embora a indústria caminhe para o elétrico, o consumidor focado em confiabilidade a curto prazo ainda encontra no híbrido convencional — tecnologicamente mais estável — o melhor custo-benefício de manutenção.

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