Fábricas temem os elétricos: o preço é a questão
As montadoras estão tendo que fazer malabarismos para equilibrar os preços dos movidos a combustão com os importados elétricos
Publicado em 24/04/2023 às 18h02
Nossas fábricas de automóveis estão preocupadas, e com razão, com os elétricos. Por isso estão tentando aumentar o seu imposto, porque já tem importado o elétrico – Aliás elétrico por enquanto é só importado mesmo – com preços semelhantes há modelos com motor a combustão.
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- E um bom exemplo é o SUV da Peugeot, o 2008 elétrico, que eles chamam de 2008 GT. Um carro muito estiloso, moderno, confortável, mas sem potências absurdas de 400 cv, 500 cv. Ele tem suficientes 136 cv.
- Autonomia? Segundo a Peugeot: 335 km; Segundo as contas estapafúrdias do Inmetro, apenas 234 km.
Anfavea é cartel institucional? Lobby? Pensar e perguntar ajuda a entender a situação.
Sim, elas estão preocupadas mesmo!
Não sabem qual desculpa inventar para a pouca diferença de preço entre o que elas têm cobrado pelos carros a combustão, e o preço de tabela dos elétricos (sabidamente bem mais caros de se fabricar). Se aplicarem a sua margem “brasileira” de lucros também aos elétricos, aí é que eles encalham mesmo.
As fabricas reajustaram 60% nos últimos 3 anos a pretexto de acertar o fornecimento de chips, e quando você vai comprar os carros agora dão descontos de 10.000 na valorização do usado e tiram outros 6000 no novo, os preços estão artificiais, simples assim.
