Carro popular: imposto de 1.0 é distorcido
Lula e Filosa afirmam ser possível ter um verdadeiro carro popular e querem baixar os preços para um novo modelo de entrada
Publicado em 22/05/2023 às 07h02
O berço político do presidente Lula foi a indústria automobilística e por isso ele é sensível e presta muita atenção aos problemas do setor.
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Carro popular dos “companheiros”
- E por isso disse recentemente que R$ 80 mil não é preço de carro popular, no que ele está coberto de razão. Com isso o governo já está mexendo alguns “pauzinhos” – no que seria da sua parte – para se chegar a um carro na faixa de R$ 55 mil a R$ 60 mil.
- Antônio Filosa, presidente da Stellantis, diz que a indústria pode entrar com a sua parte, reduzindo sofisticações tecnológicas sem interferir na segurança.
- Mas ele aponta também que o governo federal tem que corrigir as distorções da classificação tributária, pois atualmente o carro mais simples com o motor 1.0 aspirado paga o mesmo imposto que um sofisticado 1.0 turbo.
A novela já é previsivel e conhecida:
O governo reduz os impostos sobre os “populares”; os carros saem o mais pelados possível da fábrica; e por um curto período de tempo os preços ficam entre 50 e 60 mil (sem contar aquelas vendas casadas/forçadas de pacotes de opcionais).
Pouco tempo depois começa a outra novela já conhecida: Os seguidos “reajustes”de preços, sob a alegação de “evitar prejuizos”.
Numa economia saudável, não deve haver subsídio para veículo. Embora o imposto seja alto, o lucro também é. Em 4 anos quase dobrou valor do veículo. É livre mercado ou cartel anfavea?
