Testamos a Ram Dakota num trajeto de mais de 1.000 km com as mais variadas condição de direção para saber se a picape da conta de fazer jus ao nome
A Stellantis finalmente concluiu sua ambição de entrar no varejo de picapes médias. Depois de uma estreia tímida da Titano, o grupo ampliou a oferta com a Ram Dakota 2026.
O modelo é praticamente um gêmeo siamês da picape italiana, mas com melhorias de acabamento e estilo. Ela recebeu visual próprio, com faróis, lanternas, grade e para-choques alinhados com a identidade visual da marca. Bem diferente da Titano que é um fac-símile da Peugeot Landtrek, apenas com emblemas trocados.
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A Dakota chega para se posicionar no topo do segmento, deixando a base para a Titano. Ela é vendida em duas versões: Warlock e Laramie, com preços de R$ 289.990 e R$ 309.990, na ordem. No entanto, os valores são para a campanha de pré-venda. Ou seja, a tendência é que ela seja reajustada em breve.
As duas versões se diferenciam pelo estilo e alguns poucos conteúdos como rodas aro 17 (Warlock) e 18 (Laramie). A versão topo de linha tem barra de LED que se integra à assinatura dos faróis. E por fim, a picape mais refinada conta com monitor de tráfego cruzado em ré, no pacote ADAS.
O pacote de conteúdos é padrão para as duas versões, com direito a quadro de instrumentos digital integrado ao multimídia de 12 polegadas. A central agrega todos os instrumentos da picape, além de oferecer conexão para smartphones e câmera 540 graus (ela registra imagens que emulam uma câmera sob o assoalho).

A picape ainda oferece carregamento por indução (com resfriamento), seletores eletrônicos da transmissão, modo de condução e tração, freio de estacionamento elétrico, bancos em couro com regulagem elétrica para motorista e passageiro. A segurança é assegurada pelos seis airbags e o pacote ADAS que inclui:














A Dakota conta com um pacote farto de conteúdos, que vai além de algumas rivais e se a aproxima da referência do mercado, que é a Ford Ranger. Confira.
Equipamentos adicionais – versão Laramie


















A Dakota é equipada com motor 2.2 turbodiesel de 200 cv e 45,9 kgfm de torque, combinado com transmissão de oito marchas. Trata-se do mesmo motor que equipa as parentes Toro, Rampage e Titano. Ela ainda conta com freios a disco ventilados nas quatro rodas.
A Dakota não se difere em nada da maioria das picapes médias do mercado. Tem um motor diesel vigoroso, tração 4×4, capacidade de carga de 1 tonelada e tudo mais que se pode esperar de uma caminhonete do segmento.

Quando se pisa fundo, a Dakota responde, mas não tão rápida como a Ford Ranger ou VW Amarok, que são mais potentes e com maior oferta de torque. Mesmo assim, tem uma aceleração de 0 a 100 km/h declarada de 6,5 segundos e máxima de 180 km/h.
Mas o que chama atenção é o bom acerto da suspensão. Comparada com a primeira linha da Titano (2024) a Dakota parece um Bentley. Claro que ela sacoleja nos terrenos mais acidentados e em quebra-molas, mas não pula tanto quanto a safra uruguaia da italiana.
No asfalto, a picape sustenta velocidades elevadas com boa estabilidade, sem aquela sensação de traseira rabeando. No fora de estrada, a picape ignora a baixa aderência, facões ou buracos. Os modos de condução (Lama, Areia, Gelo e Esporte) ainda facilitam a distribuição do torque sem risco de patinar.
Ao fim de 1.200 km, a Dakota mostrou que está em pé de igualdade com suas concorrentes. Mostrou também que os ajustes feitos pela engenharia local foram fundamentais para seu bom comportamento.