Escolher um novo carro não é simples e exige muita pesquisa e um pequeno questionário, que pode ajudar a fazer a melhor escolha
Não passo uma semana sem ouvir a pergunta: que carro eu compro? Afinal, todo mundo troca de carro (ou pensa em trocar) o tempo todo, mesmo que a maioria seja por outros usados. Mas é fato, toda hora sou abordado com essa pergunta.
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E gosto de tentar respondê-la. Mas por que tentar e não responder efetivamente? Simples, pois cada um tem uma necessidade diferente e precisa de um carro diferente.
A diferença está no preço, no tamanho, na potência, no formato da carroceria. Afinal, o pretenso comprador deve levar em consideração uma grande variedade de fatores.
Muitos ficam incomodados e até devem desistir (em pensamento) quando faço alguns questionamentos sobre suas vidas. Nada íntimo, mas que muitas vezes as pessoas não querem se expor.
Por exemplo: espaço na vaga da garagem. Muitos imóveis têm problemas de garagem, com vagas apertadas, travadas ou com ângulos que são impossíveis de manobrar.

Assim, num espaço que cabe um Mobi, não dá para recomendar uma Silverado. Ou seja, saber o tamanho da vaga e o acesso até ela é necessário na hora de indicar um carro novo.
Porta-malas é outra questão. Muita gente precisa de espaço para bagagem e compras, pois usa o carro em todas as ocasiões, desde a ida ao mercado como na viagem de férias.
Eu não quero saber para onde ele vai e nem o que ele compra, mas não dá para indicar um carro com porta-malas minúsculo para o cara que vai com a família toda para a praia. Antes de dar a partida ele irá amaldiçoar.
Ao mesmo tempo, não tem nenhuma razão de indicar um automóvel que é um verdadeiro rabecão se ele é usado apenas para ir para o trabalho ou buscar as crianças na escola. Para isso, uma opção mais compacta funciona melhor na cidade.
Parece até pergunta de seguradora, mas gosto de interpelar com essa questão pelo simples motivo: gasto de tempo e combustível com deslocamento. Afinal, se o sujeito roda muito, pega a rodovia todos os dias, o ideal é indicar um carro com boa potência, bastante equipamentos de comodidade e conforto.
Isso porque ele irá passar muito tempo dentro do carro. Assim, precisa de um automóvel que não o torture antes mesmo do expediente começar.
Além disso, é fundamental que o carro tenha bom desempenho e seja econômico na estrada, para reduzir o custo do quilômetro rodado. Não dá para sugerir um V8 se um pequeno bloco 1.0 turbo garante tudo isso e com eficiência.
Por outro lado, se o carro for para rodar pouco, alguns km por dia, um modelo mais simples cumprirá a função com louvor. Ele não precisa de muita potência. Na verdade, quanto mais comedido melhor, uma vez que rodar no bairro ele dificilmente verá uma quarta marcha.
Dessa forma, como diz o ditado: para cada pé torto há um chinelo velho. Não há um carro específico para todo motorista.
Quem quiser, pode me perguntar quando quiser. Sempre gosto de tentar responder e vou continuar tentando dar a melhor sugestão. Mas se você não ficar à vontade, faça essas perguntas para si mesmo. Elas vão te ajudar a escolher o carro certo, ou pelo menos indicar um caminho.