Proprietários das picapes Volkswagen Amarok 2011 a 2015 compradas até setembro de 2020 podem procurar a Regera, vender o seu direito e receber a indenização
O grupo Volkswagen é protagonista do caso Dieselgate – um dos maiores escândalos da história da indústria automobilística – por ter falsificado testes de emissões de óxidos de nitrogênio (NOx) em 11 milhões de carros. A fraude também atingiu o Brasil, onde a fabricante segue lutando, na justiça, para não pagar multas aplicadas por autoridades.
Somadas as penalidades, a Volkswagen deveria ressarcir R$ 1 bilhão ao país, incluindo compensação a cerca de 80 mil proprietários da picape Amarok. Vale ressaltar, no entanto, que o número de consumidores atingidos pode chegar a 500 mil. Confira como conseguir uma indenização imediata para os veículos envolvidos no Dieselgate no Brasil.
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A fraude cometida pela Volkswagen causou problemas ambientais constatados pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), além de ter mascarado o aumento no consumo de combustível e a perda da potência da Amarok fora do ambiente de testes e a desvalorização dos veículos.
No Brasil existem duas ações contra a fabricante – detalhadas abaixo, mas a montadora tem conseguido arrastar ainda mais o processo, não permitindo, inclusive, a realização de perícias.
Com essa demora e toda complexidade dos processos, mais de 5 mil proprietários de Amarok já encontraram uma alternativa para fazer justiça e conseguir um retorno financeiro. Eles estão aderindo em massa a um modelo inovador e seguro da startup Regera.
Os donos das picapes Amarok fabricadas entre 2011 e 2015 e adquiridas até setembro de 2020 podem entrar no site regera.com.br, preencher seus dados, assinar um contrato, enviar os documentos necessários e optar por receber parte da indenização agora ou no final do processo de restituição.
No modelo de negócio apresentado, a Regera faz a gestão do crédito e se responsabiliza por todas as etapas do processo legal contra a Volkswagen, assumindo todo o risco financeiro de ponta a ponta. Ou seja, não há desembolso por parte do consumidor.
A Regera é uma empresa séria, fundada por empreendedores com histórico comprovado, tendo mais de 20 colaboradores com ampla experiência em suas áreas de atuação: tecnologia, marketing, direito e setor financeiro. Você pode acessar a página da Regera para saber quem está por trás dessa nobre causa.
Além de já ter lançado outras causas e comprado mais de 10 mil direitos, a empresa recentemente recebeu um aporte de R$ 22,5 milhões e estruturou um fundo de R$ 85 milhões para a compra de direitos de suas teses.
Como explicado, no Brasil existem duas Ações Civis Públicas (ACP) contra a Volkswagen. A primeira, que contempla 18 mil donos de Amarok fabricadas até 2012, ajuizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor e Trabalhador (ABRADECONT), está no Superior Tribunal de Justiça, onde, em última instância, a montadora pode se livrar do pagamento aproximado de R$ 25 mil por danos morais para cada consumidor por conta da fraude.
A VW perdeu nas duas instâncias inferiores e, mesmo assim, estima-se que o julgamento desse recurso ainda leve mais dois anos inteiros. Vale lembrar que a ACP é um instrumento avalizado pela Constituição Federal e Código de Direito Civil.
Já a segunda ACP, de autoria da ASSECIVIL e cujo benefício direto alcança pelo menos 200 mil donos das picapes fabricadas entre 2012 e 2015, patina. Aqui, apesar do dolo ainda existir e ser exatamente o mesmo – o uso de software para burlar testes de emissão e poluentes, a montadora tem conseguido arrastar ainda mais o processo, não permitindo, inclusive, a realização de perícias por mecanismos e alegações diversas. Essa ACP está em fase de recurso e deve seguir no judiciário brasileiro por talvez mais uma década.
Como faço pra receber essa idenização pq tenho uma Amarok 2011
Lamentável essa questão. Nosso judiciário conjunto com grupos faz esse processo se arrastar!