Montadora foi flagrada com operários em situação degradante no fim do ano passado e teve parte de suas obras paralisadas
A montadora chinesa BYD está construindo fábrica em Camaçari, Bahia, na área que pertenceu a Ford. No fim de novembro de 2024, a Agência Pública denunciou que os operários chineses que trabalhavam na construção tinham tratamento degradante e condições de vida sub-humanas.
Mas quase um mês depois, no dia 23 de dezembro, nada tinha se alterado e o Ministério Público do Trabalho (MPT) teve que interditar as obras e exigir que os operários fossem hospedados decentemente em hotéis da região.
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Enquanto isso, parte das obras estão paralisadas. No planejamento divulgado, a fábrica deverá entrar em operação ainda neste ano.
Nesta quinta-feira (16), a BYD divulgou que contratou uma construtora brasileira para realizar as adequações nas obras da fábrica de Camaçari. Essa construtora fará os ajustes necessários para que o MTE suspenda os embargos parciais e a obra seja totalmente retomada.
Segundo a montadora, os detalhes da nova construtora como nome da empresa e o plano de ação serão divulgados nos próximos dias. A substituição da construtora Jinjiang ainda está sendo estudada.
A BYD também destacou que, no momento, todos os trabalhadores estrangeiros estão hospedados em hotéis. Novas moradias estão sendo selecionadas para os que ficarem no país a trabalho e deverão seguir todas as normas brasileiras.
“Todos os trabalhadores das construtoras contratadas para a obra agora almoçam no refeitório e recebem as refeições de acordo com as regras trabalhistas. O espaço é o mesmo usado pelos colaboradores da BYD em Camaçari”, divulgou a montadora em comunicado.








A BYD também divulgou que criou um comitê de compliance para acompanhar de perto a conclusão da obra. Ele é formado por representantes da empresa, escritórios de advocacia, especialistas em direito trabalhista e segurança do trabalho, além de um consultor independente, que estão se reunindo periodicamente para acompanhamento e cumprimento da legislação brasileira e implementar melhorias nos processos durante todas as etapas da construção do complexo fabril.
Estão responsáveis, também, por avaliar as condições de trabalho, alimentação, segurança e moradia dos funcionários terceirizados. O comitê tem total liberdade para atuar na correção de qualquer eventual problema que possa surgir.
Agola não vai dá pla vende mais balatinho, né?
As autoridades precisam acompanhar de perto mesmo. Vender produtos de alto valor agregado às custas de exploração de mão de obra é inadmissível.