Carro elétrico: 10 fatos sobre o BYD Dolphin Mini

O que saber antes de comprar o carro elétrico mais vendido do país, que licenciou 32,5 mil unidades apenas em 2025

Dolphin Mini é o modelo de entrada da marca no Brasil e hoje é parcialmente montado na planta de Camaçari (BA) (Fotos: BYD | Divulgação)
Por Fernando Miragaya
Publicado em 14/02/2026 às 11h00

Um elétrico prático para a cidade – e só para a cidade. Assim é o BYD Dolphin Mini, um subcompacto bom para se deslocar em trajetos urbanos, com autonomia suficiente e certa agilidade. Por isso mesmo, ele é o elétrico mais vendido do Brasil.

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Mas é preciso entender os detalhes do pequenino veículo movido a bateria. Desempenho, autonomia, conforto, espaço e manutenção são pontos importantes. Por isso, detalhamos agora 10 fatos sobre o BYD Dolphin Mini.

Trajetória do BYD Dolphin Mini

Depois de forçar uma queda de preços dos elétricos com o Dolphin em 2023, no ano seguinte a BYD lançou no Brasil o Dolphin Mini. O carro chegou em fevereiro de 2024 com a expectativa de ser o elétrico mais barato do país, o que não aconteceu, mas, mesmo assim, repetiu o sucesso do irmão maior.

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Dolphin Mini não vem com estepe, apenas kit de reparo para furos, mas em caso de avarias mais graves é preciso encomendar um novo pneu

Feito sobre a arquitetura e-Platform 3.0 do grupo chinês e com as tão faladas baterias Blade, o Dolphin Mini veio em configuração quatro – depois cinco lugares -, e logo desmanchou nas vendas. Na virada de 2025 para 2026 passou a ter apenas opção de cinco lugares e a ser montado no Brasil.

Carro elétrico virou baiano?

Em parte. Depois de alguns adiamentos e processos por trabalho análogo à escravidão, a BYD, enfim, iniciou suas operações na antiga fábrica da Ford, em Camaçari, na Bahia, onde faz o Dolphin Mini.

Mas essa produção ainda é em sistema SKD. Ou seja, kits prontos do carro são importados da China e montados na unidade baiana. A promessa da montadora é de migrar aos poucos para CKD e, depois, fabricar com conteúdo local.

O mais vendido e entre os mais baratos

Como frisamos, quando foi lançado, em 2024, a expectativa era de que o BYD Dolphin Mini fosse ser carro elétrico mais barato do Brasil. E o primeiro a custar abaixo dos R$ 100 mil.

Não foi bem assim. O modelo da marca chinesa chegou por R$ R$ 115.800 e quase que simultaneamente a Renault baixou o preço do Kwid E-Tech para R$ 99.990.

FABRICA BYD CAMAÇARI EDUARDO RODRIGUES (3)
Desde o segundo semestre de 2025 que o BYD Dolphin Mini é finalizado em Caçamari, no regime SKD

Isso não abalou as vendas do segundo carro elétrico mais barato do país. No primeiro ano de vendas, 2024, o Dolphin Mini foi o BEV mais licenciado do país, com número superior a 20 mil unidades.

Em 2025, levou o bicampeonato. Novamente foi o carro elétrico mais vendido do Brasil, com mais de 32 mil emplacamentos.

Desempenho do Dolphin Mini

O conjunto elétrico reforça a vocação urbana do Dolphin Mini. Com 75 cv de potência e 13,8 kgfm de torque, as acelerações têm aquela resposta instantânea típicas dos BEVs, mas depois disso o hatch demora a embalar. Ainda mais na opção de condução Eco.

O 0 a 100 km/h passa dos 14 segundos e a máxima é de 130 km/h. Mesmo no modo Sport, o desempenho continua sendo pacato e demorado.

Espaço e conforto

Falamos de um hatch subcompacto, então o espaço não é o forte. O BYD Dolphin Mini tem 3,78 metros de comprimento, 1,72 m de altura, 1,58 m de altura e 2,50 m de entre-eixos, pouco maior que um Fiat Mobi.

O espaço para pernas e ombros do motorista é bastante limitado. O banco traseiro é para duas pessoas. E o porta-malas tem capacidade para apenas 230 litros.

byd dolphin mini 2025 interior azul painel
Acabamento é um dos pontos fortes do Dolphin Mini, mesmo sendo o modelo mais barato da marca

O acabamento compensa, e  muito. Ainda mais se formos comparar com carros da mesma faixa de preço. A cabine do BYD Dolphin Mini 2026, por exemplo, ganhou materiais macios no painel e mesmo os plásticos têm texturas agradáveis.

Na contramão vem o acerto da suspensão, que compromete o conforto. Molenga demais, ela reflete buracos diretamente na direção e sacode demais na traseira. Na linha 2026 isso foi até melhorado, mas continua sendo o calcanhar-de-aquiles do carrinho.

Tem aquela outra mania de veículo chinês. Faltam botões físicos e a central multimídia tem respostas lentas.

Autonomia e carregamento

De acordo com os padrões do Inmetro para o PBEV, o Dolphin Mini consegue percorrer até 280 km com uma carga completa das baterias, isso na versão GS, com bateria de 38 kWh. Para recarregar, em aparelhos rápidos de 40 kW (DC) leva 30 minutos para “abastecer” de 30% a 80%. Nos carregadores de até 6,6 kW (AC) são seis horas.

A opção de entrada GL tem bateria com um pouco menos de capacidade, 30 kWh. Neste caso, a autonomia cai para 250 km.

Equipamentos

O Dolphin Mini é vendido em duas versões. A GL de entrada custa R$ 118.990 e na segurança entrega quatro airbags, Assistente à partida em rampas, câmera e sensor de ré, faróis de LEDs, monitoramento dos pneus, retrovisor externo com aquecimento e freios a disco nas quatro rodas, entre outros.

byd dolphin mini 2025 apricity white traseira em movimento tunel
Autonomia fica abaixo dos 300 km que faz dele um automóvel citadino e desaconselhável para longas distâncias

No mais, ar-condicionado, central multimídia com tela giratória de 10” e conexão sem fio para smartphones, quadro de instrumentos eletrônico em monitor de 7”, freio de estacionamento eletrônico, trio elétrico, chave presencial, controle de cruzeiro, couro, ajuste de altura do volante, sensor de luminosidade, Auto Hold e partida remota do motor.

Vale lembrar que o Dolphin Mini GL é pensado para vendas diretas. Para taxista, por exemplo, sai por R$ 103.990, para PcD, R$ 105.990, e para empresa, CNPJ e produtor rural, R$ 107.091.

A GS, por sua vez, agrega câmera 360, função “chassi transparente”, airbags do tipo cortina, banco do motorista com regulagem elétrica, ajuste de profundidade do volante e carregador de celular por indução. O preço é de R$ 119.990.

Manutenção do BYD Dolphin Mini

O subcompacto elétrico tem plano de revisões com preço fixo a cada 20 mil km, o que é um bom diferencial. Além da garantia de seis anos para o carro – a bateria tem cobertura “padrão” de oito anos.

Contudo, fique ligado nas letras miúdas. Para veículos com uso comercial, a garantia fica em dois anos ou 100 mil km, a do motor se mantém em seis e a dos condutores de alta tensão cai para cinco anos. A da bateria se mantém em oito.

Confira os preços do plano de revisões da BYD para o Dolphin Mini.

  • 20.000 km: R$ 361
  • 40.000 km: R$ 1.225
  • 60.000 km: R$ 361

Problemas de peças continuam

Um problema que aflige os modelos da BYD e ainda se mantém: a demora na reposição de peças. Os relatos em fóruns e grupos de discussão com donos do Dolphin Mini, além de ocorrências no Reclame Aqui, apontam falta de componentes.

Isso afeta especialmente partes da carroceria. Há casos em que foram quatro meses para clientes conseguirem colocar faróis e para-choques novos depois de avariados em acidentes.

Outros problemas

Além dessa carência de peças, o Dolphin Mini tem alguns problemas comuns. Reclamações de clientes recaem especialmente sobre a suspensão, ruidosa e molenga demais. Tem até petição pública de donos que pedem um recall para troca dos componentes da suspensão traseira.

Ruídos estranhos ao frear e travamento da central multimídia também são comuns. Sem falar nos problemas dos proprietários para acessar e fazer o aplicativo do veículo funcionar.

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