Vendas de carros elétricos crescem 20% e atingem recorde de 20,7 milhões em 2025

Mercado global ignora retração na América do Norte e fecha ano com recorde; chinesas dominam 85% das vendas na América Latina

China e Europa registraram forte crescimento, ao passo que EUA tropeçou (Foto: Leapmotor | Divulgação)
Por Tom Schuenk
Publicado em 14/01/2026 às 12h00

O mercado global de veículos eletrificados encerrou 2025 com um novo recorde histórico: foram 20,7 milhões de unidades vendidas, um crescimento de 20% em relação ao ano anterior. O desempenho demonstra a resiliência do setor que, apenas em dezembro, comercializou 2,1 milhões de veículos, sustentando a alta mesmo diante de mudanças abruptas nas políticas de subsídios em grandes potências econômicas.

O grande destaque do período foi a mudança na dinâmica de crescimento regional. A Europa assumiu a dianteira na expansão percentual, registrando alta de 33%. O resultado foi impulsionado tanto por veículos a bateria (BEVs), que cresceram 31%, quanto por híbridos plug-in (PHEVs), com avanço de 38%. Mercados como Alemanha e Reino Unido foram beneficiados pela flexibilização das metas de emissões da União Europeia, ocorrida em maio de 2025.

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Na contramão da euforia europeia, a América do Norte enfrentou um cenário de forte instabilidade. Nos Estados Unidos, a revogação dos créditos fiscais em setembro causou impacto imediato: as vendas no quarto trimestre despencaram 49% em comparação ao período anterior. O Canadá seguiu tendência similar, com queda de 41% após o fim de subsídios locais.

Já a China manteve sua liderança em volume absoluto, com 12,9 milhões de unidades e crescimento de 17%. Diante de uma guerra de preços interna saturada, fabricantes como a BYD voltaram-se para o exterior, elevando as exportações de 400 mil para mais de 1 milhão de veículos.

Essa estratégia garantiu aos chineses o domínio de mercados emergentes: na América do Sul e Central, onde as vendas subiram 49%, os modelos asiáticos já representam 85% do total. Para 2026, a expectativa recai sobre a implementação de um novo imposto de compra na China, o que deve ditar o próximo ritmo de expansão global.

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