Toalha de microfibra pode destruir a pintura de carros que trazem esse detalhe

Entenda como o uso de toalhas de microfibra no detalhamento automotivo exige cuidados especiais, principalmente na aplicação de revestimento cerâmico

Microfibra exige cuidado no uso com revestimento cerâmico para evitar danos à pintura (Foto: Divulgação)
Por Júlia Haddad
Publicado em 10/02/2026 às 20h00

Ferramenta essencial na estética automotiva, a toalha de microfibra é valorizada por sua maciez e capacidade de absorção. No entanto, quando utilizada na aplicação de revestimentos cerâmicos (coating) — — também chamada de vitrificação — ela se torna uma armadilha para a pintura. Isso porque, alertam especialistas, após esse procedimento específico, o acessório deve ser descartado ou permanentemente rebaixado para tarefas pesadas, sob o risco de causar danos irreversíveis ao verniz do veículo.

O problema reside na química do produto. Os revestimentos cerâmicos são compostos por polímeros que, durante o processo de cura, cristalizam-se. Como a função da microfibra é justamente absorver o excesso do produto para o nivelamento, esses resíduos endurecem entre as tramas do tecido. O resultado é que a toalha, antes macia, passa a carregar microscópicos fragmentos rígidos, comportando-se como uma lixa fina em usos posteriores.

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Mesmo lavagens industriais dificilmente removem totalmente os resíduos de sílica ou quartzo cristalizados nas fibras sintéticas de poliéster e poliamida. Ao reutilizar esse material na lataria, o proprietário ou o lavador poderá notar o surgimento de marcas circulares e riscos superficiais, anulando o benefício estético do tratamento anterior. O mesmo princípio vale para quedas acidentais: se a toalha tocar o chão, ela coleta partículas minerais que a tornam imprópria para a secagem da pintura.

O que fazer com a toalha usada?

O descarte total nem sempre é necessário, mas a segregação é obrigatória. Profissionais de detalhamento recomendam um sistema de “rebaixamento” do material. Uma toalha usada para remover cerâmica ou cera, após lavada, jamais deve tocar a pintura novamente. Contudo, ela ainda pode ser útil em áreas menos sensíveis e que não exigem acabamento espelhado, como a limpeza interna de caixas de roda, ponteiras de escapamento, compartimento do motor ou partes inferiores da suspensão.

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