Tem caminhão velho? Governo lança plano de R$ 10 bilhões para renovação

Programa Move Brasil foca em autônomos e cooperativas e oferece condições facilitadas para quem retirar veículos com mais de 20 anos das estradas

Com foco na sustentabilidade, o programa incentiva a troca de caminhões antigos por modelos mais novos (Foto: Reprodução | Fatos Rurais)
Por Júlia Haddad
Publicado em 13/01/2026 às 22h00

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, lançou na última quinta-feira (8) o programa “Move Brasil”. A iniciativa disponibiliza uma linha de crédito de R$ 10 bilhões destinada à renovação da frota de caminhões no país, oferecendo juros reduzidos para empresas de transporte, cooperativas e, principalmente, caminhoneiros autônomos.

A operação financeira ficará a cargo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Do montante total, R$ 6 bilhões provêm do Tesouro Nacional, enquanto o restante será aportado pelo banco de fomento. Um dos destaques da medida é a reserva de R$ 1 bilhão exclusivamente para motoristas autônomos e cooperados, historicamente os que mais encontram dificuldades de acesso a crédito bancário.

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O programa foi viabilizado via Medida Provisória e regulamentado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), estabelecendo critérios de sustentabilidade. As regras incentivam a retirada de circulação de veículos poluentes: haverá vantagens financeiras para o proprietário que comprovar o desmonte de caminhões com mais de 20 anos de uso. Para isso, o veículo antigo deve estar com licenciamento regular e em condições de rodagem.

Segundo o Ministério da Fazenda, a iniciativa não gera impacto fiscal primário, uma vez que os financiamentos são reembolsáveis e sem garantia da União — o risco da operação é assumido pelas instituições financeiras. O teto de crédito por beneficiário é de R$ 50 milhões.

Pelas regras, os interessados têm até 30 de junho de 2026 para apresentar os pedidos. O financiamento abrange caminhões fabricados a partir de 2012, com condições ainda mais favoráveis para modelos movidos a eletricidade ou biometano. O prazo para pagamento chega a 60 meses, com carência de até seis meses sem capitalização de juros neste período.

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