PRF detém motorista que dirigia, usando capacete, um ônibus sem para-brisa

Flagrante na BR-158 revela combo de infrações: além da 'solução' para o vento, condutor estava com exame toxicológico pendente e mais

Além da falta do vidro, o ônibus não trazia para-brisa e outros itens obrigatórios (Foto: PRF | Divulgação)
Por Eduardo Passos
Publicado em 05/01/2026 às 12h00

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagrou, na última terça-feira (30), uma situação inusitada e de grave risco à segurança viária na rodovia BR-158, na altura de Paranaíba, região leste de Mato Grosso do Sul. Um motorista foi interceptado conduzindo um ônibus sem o para-brisa dianteiro e, para se proteger do vento e de detritos na estrada, utilizava um capacete de motociclista.

A abordagem ocorreu no contexto da Operação Rodovida — ação nacional da PRF voltada à redução de acidentes durante as festividades de fim de ano. Segundo os agentes que realizaram o flagrante, o veículo de transporte de passageiros encontrava-se em estado precário de conservação. Isso porque, além da ausência do vidro frontal e de danos na lataria decorrentes de uma colisão anterior, o ônibus circulava com pneus desgastados e o tacógrafo — equipamento obrigatório para o registo de velocidade e descanso — inoperante.

A situação do condutor agravou o cenário de irregularidades: a fiscalização constatou que o homem estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida e apresentava pendências no exame toxicológico exigido para motoristas profissionais.

Em depoimento aos policiais, o condutor alegou ter adquirido o veículo através da internet no município de Jaciara (MT). O destino final da viagem seria Barueri, na Grande São Paulo. Ele justificou a decisão de trafegar naquelas condições devido ao elevado custo para a contratação de um serviço de guincho que realizasse o transporte entre os dois estados.

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Diante do risco iminente, o ônibus foi apreendido e recolhido ao pátio da corporação. O motorista foi autuado pelas diversas infrações de trânsito acumuladas e liberado após os procedimentos administrativos. A PRF alertou que a combinação de falhas mecânicas e documentais em veículos de grande porte amplia drasticamente a probabilidade de tragédias nas rodovias federais.

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