Preço do diesel S-10 sobe 9,2% em março e pressiona custos de frete

Levantamento da ValeCard aponta alta disseminada impulsionada por tensões no Estreito de Ormuz; Rio Grande do Sul registra maior salto nacional

O fechamento de rotas marítimas no Oriente Médio encareceu a importação de derivados de petróleo em março (Foto: EBC | Reprodução)
Por Tom Schuenk
Publicado em 06/04/2026 às 22h00

Os preços dos combustíveis registraram nova rodada de alta em março, com o diesel S-10 liderando a pressão inflacionária no país. De acordo com levantamento da ValeCard, o combustível subiu 9,26% na média nacional, passando de R$ 6,309 para R$ 6,893. O movimento é reflexo direto das tensões no Oriente Médio e do fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde circula cerca de 20% do petróleo global.

De acordo com Marcelo Braga, diretor da ValeCard, a escalada do conflito elevou os custos de importação e exigiu ajustes para recompor a paridade de preços. O impacto foi sentido de forma mais aguda na região Sul, que concentrou as maiores variações do Brasil, com aumentos superiores a R$ 0,80 por litro em alguns estados.

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Destaques Regionais

O Rio Grande do Sul registrou a maior alta percentual do país (+13,75%), seguido de perto por Santa Catarina (+13,52%) e Maranhão (+13,28%). No Sudeste, São Paulo apresentou avanço consistente de 10,45%, com o litro médio chegando a R$ 6,873. Na ponta oposta, o Amapá registrou a maior queda nacional (-5,88%), figurando com o menor preço médio para o diesel (R$ 6,671), enquanto o Acre mantém o valor mais alto (R$ 7,211).

Gasolina e Etanol

A gasolina acompanhou a tendência e subiu em 26 estados brasileiros. O preço médio nacional avançou 3,78%, atingindo R$ 6,706. A maior variação ocorreu na Bahia, onde o combustível saltou 9,63%. Roraima foi a única unidade da federação a registrar recuo no período (-0,78%).

Já o etanol teve alta mais moderada, de 1,30%, com média nacional de R$ 4,847. Apesar do avanço contido, o combustível renovável perdeu competitividade frente ao derivado de petróleo. Segundo a metodologia da ValeCard, o abastecimento com etanol só é economicamente vantajoso em três estados: Mato Grosso, Amapá e Roraima. Nos demais, a relação de preço supera os 70% em comparação à gasolina, desfavorecendo o consumidor.

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