Pai entrega carro a menino de 11 anos, que fura blitz da PM em Minas Gerais

Caso ocorreu em Arinos (MG); pai admitiu à polícia que entregou o Chevrolet Vectra ao filho e que 'não sabia que era crime'

Menino de 10 naos pega carro do pai e começa uma perseguição policial
Menino pegou o carro com autorização do pai, que seguia de motocicleta, enquanto voltava para casa (Foto: Reprodução | Internet)
Por Júlia Haddad
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 17/11/2025 às 19h00

Um menino de 10 anos foi flagrado dirigindo o carro do pai e protagonizou uma perseguição policial após furar uma blitz da Polícia Militar, no último sábado (15). O caso ocorreu na rodovia MG-202, em Arinos, na Região Noroeste de Minas Gerais.

Imagens da perseguição, gravadas pelos próprios policiais, circularam nas redes sociais. O veículo envolvido na ocorrência era um Chevrolet Vectra.

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O que aconteceu?

De acordo com o boletim de ocorrência, a PM realizava uma operação de fiscalização na avenida Aristóteles Fernandes Valadares, no bairro Primavera, por volta das 22h, quando o Vectra se aproximou em alta velocidade. O motorista se abaixou ao ver a blitz e desobedeceu à ordem de parada, fugindo em direção à rodovia e gerando risco a outros condutores.

Iniciou-se a perseguição policial, e o veículo foi interceptado quilômetros à frente, na altura do km 396 da MG-202. No momento da abordagem, os militares constataram que o condutor era uma criança.

Os militares localizaram o pai do menino, que declarou ter entregado “voluntariamente” a direção do carro ao filho. Segundo ele, o objetivo era que o menino conduzisse o Vectra até a fazenda da família, enquanto o pai o seguia de motocicleta. O homem também afirmou que havia ensinado o filho a dirigir e que “não tinha conhecimento que tal ato se tratava de crime”.

O pai recebeu voz de prisão por entregar a direção de veículo a pessoa não habilitada, crime previsto no artigo 310 do Código de Trânsito Brasileiro. Ele assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), comprometendo-se a comparecer ao Juizado Especial Criminal da Comarca de Arinos, e foi liberado. A pena prevista para o delito é de seis meses a um ano de detenção, ou multa.

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