O presente de aniversário que Horacio Pagani criou para si mesmo: um Pagani Huayra V12 manual e exclusivo

Série limitada a três unidades celebra as sete décadas do fundador da marca; primeiro exemplar, batizado de 'Trionfo', já foi entregue

O Huayra 70 utiliza um aerofólio traseiro em formato de pescoço de cisne (Foto: Pagani | Divulgação)
Por Tom Schuenk
Publicado em 02/02/2026 às 21h00

Mesmo com o sucessor Utopia já estabelecido no mercado há três anos, a Pagani prova que o Huayra ainda tem fôlego para surpreender. A marca italiana revelou o Huayra 70, uma edição estritamente limitada a três unidades, criada para celebrar o 70º aniversário de seu fundador, Horacio Pagani. O modelo se destaca não apenas pela exclusividade, mas por atender a um pedido antigo dos puristas: a união do motor V12 com um câmbio manual.

Diferente das versões padrão equipadas com transmissão automatizada de embreagem única, o Huayra 70 herda a caixa manual de sete velocidades transversal introduzida no one-off “Epitome”. Essa escolha mecânica reforça a conexão analógica entre homem e máquina, uma filosofia defendida fervorosamente pelo fundador da empresa.

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O coração do hipercarro continua sendo o motor V12 6.0 biturbo fornecido pela AMG, mas com uma calibração aprimorada que entrega 834 cv e 112,1 kgfm de torque. A base do projeto é o chassi do Huayra Roadster BC, refinado com novos apêndices aerodinâmicos, incluindo um aerofólio traseiro “pescoço de cisne” que otimiza o fluxo de ar em altas velocidades.

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O modelo combina a base do Roadster BC com a transmissão manual do Huayra Epitome. Foto: Pagani

O primeiro exemplar da série, batizado de Trionfo (Triunfo), já foi entregue ao cliente. O visual é marcado pela carroceria em fibra de carbono exposta com tingimento verde (Green Carbon), contrastando com detalhes em laranja vibrante e rodas douradas. O interior segue o padrão de “joalheria” da Pagani, com couro marrom clássico, mostradores analógicos intrincados e a alavanca de câmbio exposta, peça central do habitáculo.

A produção limitada a três carros reafirma a estratégia da Pagani de manter seus modelos “vivos” através de personalizações extremas, transformando cada chassi em uma obra de arte única que valoriza instantaneamente após a saída da fábrica em San Cesario sul Panaro.

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