Ministro de Lula critica Tarcísio por uso “apressado” do pedágio free flow

Para o ministro dos Transportes, Renan Filho, governador de São Paulo fez adoção muito acelerada do free flow, dificultando aprendizado da população

Free Flow
Pedágio free flow vem sendo adotado por diferentes entes federados no Brasil (Foto: Divulgação)
Por Eduardo Passos
Publicado em 07/11/2025 às 10h00

O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), criticou duramente o modelo de pedágio sem cancelas (free flow) que está sendo implementado pelo governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo, classificando o sistema como uma “involução”.

A crítica, reportada pela Agência Infra, não foca exatamente na opção tecnológica adotada pela gestão paulista — também adotada amplamente pelo governo.

Para Renan Filho, o retrocesso seria pelo free flow ter sido forçado por uma implementação “toda de uma vez” nas concessões estaduais, ao passo que o governo federal tem prazos maiores em seu cronograma.

“Diferentemente do free flow aqui de São Paulo, em que houve uma uma aplicação de uma vez só em muitos locais e que obrigou até a uma involução por parte do governo do estado”, afirmou Renan.

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Segundo o político, a implementação apressada dificulta o diálogo com a população e pode obrigar o poder público a recuar. A pressão política tem aumentado devido a reclamações de usuários que alegam não terem sido devidamente avisados da cobrança.

O chefe da pasta de Transportes do governo Lula (PT) argumenta que a dependência da leitura de placas tem resultado em um alto volume de multas por desconhecimento, citando problemas já registrados em rodovias como a Via Dutra.

Não à toa, a Justiça interviu nos free flow e até suspendeu a cobranças tanto em rodovias estaduais quanto em federais de São Paulo. Isso também gera preocupações à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que vê risco de prejuízo das concessões sem a arrecadação prevista.

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