Mercedes revela novo carro menor, mais leve e mais ágil para a Fórmula 1 em 2026

Monoposto mais leve e com aerodinâmica ativa marca tentativa da equipe de retomar hegemonia sob novas regras de motores

Com linhas verdes em contraste com o prata clássico, o novo W17 será pilotado por George Russell e Kimi Antonelli (Foto: Mercedes-AMG | Divulgação)
Por Júlia Haddad
Publicado em 22/01/2026 às 16h00
Atualizado em 22/01/2026 às 16h18

A Mercedes-AMG revelou nesta quinta-feira (22) as primeiras imagens do W17 E PERFORMANCE: o monoposto que marca a entrada da escuderia alemã na nova fase da Fórmula 1, vigente a partir de 2026. O modelo representa a primeira resposta concreta da equipe ao conjunto de regras que promete redefinir a hierarquia de forças no grid daqui em diante.

O campeonato de 2026 é tratado nos bastidores como um “reset” histórico, impondo alterações simultâneas em chassi, unidades de potência e combustíveis. Projetado para este cenário, o W17 materializa a exigência por carros menores, mais estreitos e significativamente mais leves. A grande novidade técnica, porém, reside na aerodinâmica ativa: o modelo incorpora asas dianteiras e traseiras móveis, essenciais para gerenciar o arrasto nas retas e a pressão aerodinâmica nas curvas.

Sob o capô, a revolução é igualmente profunda. O conjunto mecânico abandona a arquitetura atual para adotar uma divisão de potência quase simétrica entre o motor de combustão interna e o sistema elétrico, alimentado por combustíveis 100% sustentáveis desenvolvidos em parceria com a Petronas.

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Visualmente, o W17 simboliza uma síntese da identidade da marca. O esquema de cores reinterpreta as tradicionais “flechas de prata”, mesclando o prateado na dianteira com o preto exposto da fibra de carbono na traseira — uma solução técnica para redução de peso que virou estética. Uma linha verde percorre a parte inferior do chassi, enquanto as laterais exibem um padrão de losangos inspirado na divisão esportiva AMG.

Para Toto Wolff, chefe de equipe e CEO da Mercedes, o novo ciclo regulatório não permite adaptações parciais. O dirigente classifica a preparação para 2026 como um exercício de “integração total”, onde chassi e motor precisam nascer como uma unidade indivisível. “Isso envolve inovação contínua e atenção máxima a todas as áreas de desempenho”, afirmou Wolff, destacando a colaboração entre as fábricas de Brackley (chassi) e Brixworth (motores).

A divulgação das imagens é apenas a primeira etapa do cronograma. O W17 passará por evoluções constantes até sua estreia física. O lançamento oficial da equipe está marcado para o dia 2 de fevereiro, sucedendo uma bateria crítica de testes em Barcelona, agendada entre os dias 26 e 30 de janeiro, onde a teoria da nova engenharia será posta à prova no asfalto.

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