A Mercedes acredita que está mais apta do que a Tesla – maior fabricante de carros elétricos do mundo – para desenvolver modelos a bateria mais eficientes, e tudo isso graças à participação na Fórmula 1.
Embora a F1 não utilize motores 100% elétricos, a tecnologia na propulsão híbrida foi um diferencial para a marca alemã. Isso porque foi preciso buscar toda a eficiência possível dos componentes mecânicos de seus carros. Isso inclui perseguir cada watt perdido, seja devido à ineficiência mecânica de um componente ou à aerodinâmica ruim.
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Mercedes da Fórmula 1 foi crucial para a criação do EQXX com 1000 km de autonomia
- Markus Schaefer, diretor de tecnologia da Mercedes, disse que aplicar o que foi aprendido no Mundial reduziu o tempo de desenvolvimento de novos modelos. O tempo desde a criação do conceito, até a produção em massa pôde ser reduzido de 58 meses para 40.
- O diretor de tecnologia avançada da Mercedes AMG High Performance Powertrains lembra que foi informado que iria dirigir o projeto do Mercedes de 1000 km de autonomia em 2020.
- Na época, a montadora alemã decidiu contar com parte da equipe de F1 para o trabalho, pois eles precisão ir ao limite quando o assunto é eficiência. Afinal, eles não têm muito tempo para apresentar soluções, como é no caso de projetos convencionais.
- Com essa experiência foi possível desenvolver o protótipo EQXX, que percorreu 1200 km de autonomia.