Fraude bizarra: Procon interdita posto que vendia álcool como se fosse gasolina

Adulteração bizarra foi descoberta após denúncias; um litro da 'gasolina' continha 90% de etanol e levou à interdição do estabelecimento

As bombas foram lacradas após testes químicos confirmarem a adulteração (Foto: Reprodução)
Por Tom Schuenk
Publicado em 07/04/2026 às 10h00

O Procon de Diadema (SP), em operação conjunta com a Polícia Civil, lacrou as bombas de um posto de gasolina da cidade após flagrar uma das maiores adulterações de combustível registradas na região. Durante a fiscalização, técnicos constataram que a gasolina comercializada no estabelecimento continha 90% de etanol anidro — volume mais de três vezes superior ao limite máximo de 27% estabelecido pela legislação brasileira.

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Descumprimento da lei e riscos mecânicos

O Auto Posto Car Max 2 foi alvo da ação após denúncias de consumidores. No Brasil, a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina é de 27%, conforme determinação do Conselho Nacional de Política Energética e monitoramento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

A entrega de um combustível com 90% de álcool no lugar da gasolina gera prejuízo direto ao consumidor, tanto financeiro quanto mecânico. Veículos com tecnologia flex conseguem processar a mistura, já que rodam até com álcool puro. Já em motores movidos exclusivamente a gasolina, o risco de quebra é imediato, uma vez que o sistema não está calibrado para a queima de um combustível com propriedades tão distintas.

A ocorrência foi registrada pelo setor de crimes contra o consumidor, e o estabelecimento pode sofrer multas pesadas e a cassação definitiva do registro de funcionamento. O episódio reforça a orientação de especialistas: em caso de suspeita sobre a qualidade ou o preço excessivamente baixo, o motorista tem o direito de exigir o teste de proveta na hora do abastecimento.

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