Carrões do ‘Careca do INSS’ irão a leilão, mas parte ficará com a Polícia Federal

Avaliados em milhões, maioria dos modelos esportivos irão a leilão para ressarcir cofres públicos após esquema de descontos ilegais em aposentadorias.

Os veículos serão leiloados por determinação do STF para evitar desvalorização durante o processo (Foto: Policia Federal | Divulgação)
Por Júlia Haddad
Publicado em 25/03/2026 às 11h00

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a alienação antecipada de 10 veículos de luxo apreendidos pela Polícia Federal no âmbito da Operação Sem Desconto. Avaliados em aproximadamente R$ 6,5 milhões, os bens pertenciam aos investigados Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e ao empresário Maurício Camisotti.

Entre os modelos que irão a leilão, destacam-se esportivos de alto desempenho, como um Porsche 911 Carrera GTS (2024), uma Lamborghini Urus (2020) e um Porsche Panamera 4 E-Hybrid. A lista inclui ainda exemplares de Audi TT RS, Audi A3 e motocicletas de alto deslocamento, como a BMW S 1000 RR e a Suzuki GSX 1300 Hayabusa.

Outros seis veículos, avaliados em cerca de R$ 1,1 milhão, não serão vendidos. Modelos como uma Land Rover Velar e uma Toyota Hilux SW4, ambas blindadas, foram destinados às atividades operacionais da Polícia Federal. A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou concordância com a utilização, sob a condição de que a corporação apresente relatórios periódicos sobre o estado de conservação e o uso dos bens.

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A decisão atende a um pedido da Polícia Federal e determina que o Ministério da Justiça realize o leilão dos ativos. O objetivo da medida é evitar a desvalorização comercial dos veículos e reduzir os custos de manutenção e armazenamento durante o trâmite do processo judicial, impedindo que as máquinas se tornem obsoletas antes de uma sentença final.

A Operação Sem Desconto combate um esquema nacional de fraudes previdenciárias que teria causado prejuízo bilionário aos cofres públicos, por meio de descontos ilegais de associações diretamente nas aposentadorias. No total, a frota confiscada em 2025 chegava a R$ 7,6 milhões.

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