Pesquisa revela que consumidor alemão compraria carro premium chinês como BYD, Nio e Polestar ao invés das pratas da casa
Não há como negar que a qualidade do carro alemão é inquestionável. Das generalistas Opel e Volkswagen, passando pelas luxuosas Audi, BMW e Mercedes-Benz, o automóvel alemão tem seu lugar em qualquer garagem. Mas os próprios alemães estão dispostos a apostar no carro premium chinês.
Isso mesmo, um estudo elaborado pela consultoria Berylls Strategy Advisors e o instituto de pesquisa de opinião Civey indica que 25% dos entrevistados, com faixa etária entre 30 e 39 anos, optariam comprar modelos de marcas premium chinesas no lugar das alemãs.
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Segundo o estudo, trata-se de um perfil de público (da chamada geração Y) que as marcas de luxo alemãs vêm se esforçando para conquistar.
Modelos como Mercedes-Benz Classe A, BMW Série 2 e Audi Q2, foram projetados justamente para atrair esse perfil, que ainda não tem bolso para apostar em modelos mais sofisticados. No entanto, a eletrificação dos modelos asiáticos é o que chama atenção dos alemães.
Marcas como BYD, Nio e Polestar (braço esportivo da Volvo) têm boa aceitação entre os alemães. Para a A BYD, a pesquisa chegou em boa hora. A marca espera vender 120 mil unidades no mercado alemão em 2026.
No entanto, o estudo indica que o consumidor germânico se preocupa com autonomia e design. O visual é um fator relevante para esse consumidor alemão, que ainda considera que falta identidade no automóvel chinês. O preço vem em segundo lugar na lista de prioridades.

Por outro lado, quesitos como serviços digitais e conteúdos de comodidade, que são apreciados pelos consumidores chineses, não são prioridades entre os alemães.
Ou seja, o consumidor alemão quer saber se seu elétrico é capaz de ir e voltar sem riscos de faltar energia. E claro, tem que ser bonito. Afinal, quando se fala em carro premium, tem um fator emocional embutido na decisão de compra.
Cada mercado com seus problemas que não faz sentido de existir