Britânico puxa carro de 2 toneladas com os testículos para alertar sobre a saúde mental

Lutador usou lenço de seda e corda de reboque em protesto contra o silêncio masculino e o estigma de buscar ajuda psicológica

Façanha bizarra viralizou nas redes sociais, mas esconde um alerta urgente sobre o comportamento masculino (Foto: Reprodução)
Por Tom Schuenk
Publicado em 17/03/2026 às 06h00

Em uma tentativa extrema de chamar a atenção para a crise de saúde mental entre os homens, o lutador de kickboxing britânico John Stephenson, de 50 anos, recorreu a um método inusitado: puxou um automóvel de mais de duas toneladas usando apenas a força de seus testículos. A façanha, realizada no final de fevereiro na cidade de Halifax, no norte da Inglaterra, rapidamente viralizou nas redes sociais.

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O veículo escolhido para o desafio foi um Seat León, pesando aproximadamente 2.041 kg. Para realizar o reboque por um trajeto de 45 metros, Stephenson utilizou uma corda de tração automotiva conectada à genitália por meio de um lenço de seda. O contraste entre a brutalidade física do ato e a seriedade da causa é o cerne da campanha do atleta.

O propósito por trás do choque: saúde mental masculina

Stephenson argumenta que a dor física suportada durante a prova funciona como uma metáfora para o sofrimento psicológico que muitos homens enfrentam em silêncio. Segundo ele, a pressão social e o “ego a zelar” criam uma barreira que impede o público masculino de demonstrar vulnerabilidade e buscar auxílio profissional.

“Homens que conversam podem curar”, defende o lutador. Ele ressalta que as taxas de problemas mentais não diagnosticados entre homens são altas justamente pela relutância em procurar ajuda, reforçando que reconhecer a necessidade de tratamento é um ato de coragem, e não de fraqueza.

Apesar do risco evidente, o evento foi conduzido com certa dose de humor britânico. Durante o percurso, o lutador foi filmado comendo um pacote de nozes — uma piada dupla com o termo em inglês “nuts”, que também é gíria para testículos. Após cruzar a linha de chegada, ironizou o estado de suas “ameixas”, mas logo retomou o foco. O objetivo da atitude bizarra é puramente encorajar homens a deixarem o preconceito de lado antes que o adoecimento mental se torne irreversível.

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