BMW assume Alpina de vez e cria novo emblema ao estilo Alfa Romeo

Antes preparadora extraoficial da BMW, Alpina agora é parte do grupo; integração foi concluída com direito a rebranding e novos planos comerciais

Nova fase da Alpina inclui mudança de identidade visual e integração ao portfólio de luxo da BMW (Fotos: Alpina | Divulgação)
Por Júlia Haddad
Publicado em 17/02/2026 às 19h00

Após uma transição gradual, a BMW oficializou a integração total da Alpina, cujos direitos comerciais já haviam sido adquiridos em 2022. A manobra consolida uma nova estratégia dentro do grupo alemão: trazer, para dentro de casa, a empresa que se especializou em criar versões mais refinadas dos BMW originais. Dessa forma, a Alpina servirá como uma bandeira de luxo intermediária, preenchendo a lacuna de mercado existente entre os modelos de topo da própria BMW e da Rolls-Royce.

A nova fase é marcada, primeiramente, por uma reestruturação da identidade visual. Assim, o emblema clássico foi redesenhado sob a ótica do minimalismo digital: embora preserve os símbolos técnicos do corpo do acelerador e do virabrequim, a nova logomarca abandona o escudo tradicional, o anel externo com o nome da empresa e as cores vermelha e azul.

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Além da logotipia, a “nova Alpina” revisou a tipografia oficial e atualizou suas icônicas rodas de 20 raios . As peças passam a adotar um acabamento diamantado em dois tons, uma referência direta e nostálgica aos designs originais da década de 1970. No interior, a ordem é elevar o padrão: os futuros modelos abandonarão o couro padrão da BMW (Dakota ou Vernasca) em favor de materiais de “qualidade superior” como item de série, ampliando as opções de personalização.

A expectativa do mercado é que o primeiro fruto dessa gestão direta seja lançado ainda este ano. O veículo deve ser uma reinterpretação do BMW Série 7, mas com distinções técnicas importantes. Identificado internamente pelo codinome G72 — em vez do G70 do sedã convencional —, o modelo sinaliza uma engenharia dedicada para oferecer mais exclusividade do que o antigo B7, consolidando a Alpina não mais como uma preparadora, mas como uma grife de alta costura automotiva.

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