Ao que tudo indica, esse será, de fato, o visual do novo Fiat Argo

Imagens registradas em escritório de patentes mostram que a Fiat vai unificar seus modelos globais; veja como deve ficar o sucessor do Argo no Brasil

Registro no INPI antecipa o design da nova geração do Fiat Argo, que será produzida em Betim (MG) (Foto: Fiat | Divulgação)
Por Júlia Haddad
Publicado em 05/03/2026 às 20h00

A Fiat segue trabalhando na renovação de seu principal representante no segmento de hatches entrada no Brasil. É a próxima geração do Fiat Argo, prevista para estrear nos próximos meses e que teve seu design revelado por meio de registros de patentes no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). As imagens reforçam o que o mercado especulava: o modelo brasileiro será, visualmente, um reflexo fiel do Fiat Grande Panda europeu.

O registro, efetuado no início de março, pode encerrar o mistério sobre a identidade estética do projeto. Embora o nome “Argo” deva ser mantido pela força da marca no país, o veículo rompe com a linguagem de design anterior. O novo hatch adota uma estética robusta e geométrica, caracterizada por faróis com assinatura em formato de pixels e lanternas elevadas. É o mesmo visual do novo Fiat Grande Panda lançado na Europa, com elementos que remetem à herança do primeiro Panda de Giorgetto Giugiaro — primo do Fiat Uno lançado em 1980.

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Construído sobre a plataforma STLA Smart — a mesma que sustenta o atual Citroën C3 —, o novo Argo compartilha componentes estruturais, como os retrovisores e a arquitetura de suspensão. O interior, embora ainda não detalhado nos registros brasileiros, deve seguir a tendência europeia de painéis coloridos e telas flutuantes para instrumentos e multimídia, abandonando as linhas arredondadas do modelo atual em favor de um layout retangular e modular.

FIAT GRANDE PANDA 2026 AMARELO FRENTE LATERAL TRASEIRA LEO LARA (6)
Fiat Grande Panda, lançado na Europa e que servirá de base para o novo Argo

Mecanicamente, a Fiat aposta em uma transição gradual. Segundo especulações, as versões de entrada preservarão o motor 1.0 Firefly de 75 cv, focado no custo-benefício. Já as configurações topo de linha devem introduzir o motor 1.0 turboflex associado a um sistema híbrido leve de 12V e câmbio CVT, buscando eficiência energética. Com 2,54 m de entre-eixos, o modelo promete ganho significativo em espaço interno, posicionando-se como um produto global para a América Latina, África e Oriente Médio.

fiat grande panda interior painel
Seção cilíndrica diante do passageiro remete ao Panda e ao Uno dos anos 80, mas sem o cinzeiro móvel
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