Europa muda planos e adia carro elétrico obrigatório

Países do bloco, pensando sob o aspecto econômico, viram que fim do carro a combustão em 2035 causaria mais problemas do que vantagens

Expectativas em relação aos benfícios dos carros elétricos não foram concretizadas. (Fotomontagem: Amanda Borges | AutoPapo)
Por Boris Feldman
Publicado em 26/12/2025 às 07h00

A transição tecnológica sempre foi um grande problema. No início do século XIX, quando a iluminação pública no Rio de Janeiro foi modificada de lampiões a gás para lâmpadas elétricas, houve um alvoroço geral.

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A questão na época era: vão ficar desempregadas as centenas de funcionários que acendem os lampiões a gás? Nos dias atuais, esse tipo de problema acontece agora com o carro elétrico, ele vinga ou não vinga?

A comunidade europeia tinha colocado 2035 como o prazo para se eliminarem de vez as vendas dos carros com motores a combustão. Mas, surgiu outro alvoroço geral, pois os elétricos não eliminam as emissões de CO2.

E com isso surgem novos questionamentos sobre os elétricos: não se prestam para todo tipo de utilização? A produção de baterias ainda é problemática? O elétrico perde muito de seu valor no mercado de usados? Por isso, os países voltaram atrás e já não existe mais a exigência do fim dos motores a combustão em 2035.

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

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